Bloqueio de R$ 11 milhões e divisões internas no governo

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As investigações da Operação Oxigênio, que apura possíveis irregularidades em compras de respiradores, contrato de hospital de campanha e outros produtos para enfrentar a Covid-19 tornaram transparentes divisões entre categorias de servidores de elite do governo catarinense. Entre os que se sentem desprestigiados estão os auditores fiscais da Fazenda e os procuradores em função das novas estruturas criadas: a Controladoria Geral do Estado (CGE) e a Secretaria Executiva de Integridade e Governança (SIG).

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Na Operação Oxigênio, que investiga a compra de 200 respiradores por R$ 33 milhões, uma ação ajuizada pela Procuradoria Geral do Estado que abriu caminho para o bloqueio de mais de R$ 11 milhões, mostrou a importância do trabalho dos procuradores. A ação permitiu apurar que a Veigamed, que vendeu os respiradores ao governo de SC, havia feito uma compra de testes rápidos no valor de R$ 11,2 milhões.

– O que estamos vendo é que a carreira dos Procuradores do Estado, que está sob forte ataque institucional, segue comprometida e trabalhando silenciosamente em defesa da sociedade catarinense – afirma o procurador Juliano Dossena, presidente da Associação dos Procuradores do Estado de SC (Aproes).

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Por meio dessa ação da PGE foi possível fazer o rastreamento de patrimônio e foi identificada a compra de testes para Covid-19 feita pela Veigamed de uma empresa de Joinville. Com o objetivo de recuperar o patrimônio do Estado, a PGE, com a participação da Secretaria de Estado da Fazenda e da Polícia Civil, conseguiu o bloqueio de R$11,2 milhões.

Juliano Dossena enfatiza que essa ação é um exemplo do trabalho da categoria para proteger os interesses dos cidadãos.

– Somos uma carreira de Estado, sempre a postos para atuar na defesa da sociedade e do interesse público, em benefício, inclusive, daqueles que querem nos desmoralizar publicamente – desabafa Dossena.

Essa divisão interna não traz benefícios para o Estado. Mostra que no governo falta política também internamente.