“Blusinhas”: importações de pequenas encomendas seguem em ritmo elevado

Dados são de relatório da Receita Federal divulgado nesta segunda-feira

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Importações preocupam setor produtivo brasileiro, que cobra do governo a mesma carga tributária para não perder mercado

O relatório do programa Remessa Conforme de setembro, com informações de agosto, divulgado pela Receita Federal, mostra que as compras de pequenas encomendas no exterior mantêm nível elevado. Foram 26,94 milhões de remessas internacionais que chegaram ao Brasil no mês passado. Essas importações totalizaram 26,46 milhões de declarações com valor total de R$ 526,2 milhões, o equivalente a R$ 2,71 bilhões.

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O resultado de agosto foi semelhante ao de julho, quando o país recebeu 27,1milhões de remessas no valor de US$ 519,5 milhões (R$ 2,68 bilhões.

Para a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit), os dados mostram que há uma estabilização nas compras lá fora, em valor elevado. Isso significa que não há expectativa de reversão significativa do fluxo de importações em valores de até U$ 50.

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Na última semana, o presidente Lula sancionou a lei que acabou com a taxa federal de 20% sobre essas compras, a chamada taxa das “blusinhas”. Esses produtos, que não se restringem a confecções, incluem cosméticos, calçados, itens para o lar e muitos outros importados no valor de até US$ 50. A indústria e o comércio nacionais alertam que esse segmento está tirando parte relevante da receita desses setores que contribuem om a geração de emprego e renda no Brasil e, também, com impostos.