Bolsa brasileira reabre hoje sob o impacto do coronavírus

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Fechada há dois dias em função do Carnaval, a B3, bolsa de valores brasileira retoma os negócios hoje, às 13h, sob forte impacto do coronavírus. Este será o primeiro pregão após o registro de caso da doença no Brasil, um paulista de 61 anos que esteve na região de Milão, Itália. Se repetir o que aconteceu com as ações de empresas brasilerias no exterior esta semana, o Ibovespa terá um recuo expressivo. Isso porque o fundo de índice (ETF), que segue o Ibovespa em dólar, recuou mais de 6% nos dois primeiros dias da semana. As principais empresas brasileiras com oferta de ADRs no exterior tiveram expressivas quedas.

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Isso apesar de o mago dos investimentos em ações, o megainvestidor Warren Buffett, ter afirmado que o coronavírus “é assustador”, mas não é hora de vender ações.

Para o sócio da EQI Investimentos, de Florianópolis, Cauê Ostetto, que também atua como assessor de investimentos, a expectativa é que a bolsa brasileira abra já com uma queda de 3% a 5%. A maioria das bolsas mundiais caem desde segunda-feira com mais casos da doença em diversos países.

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Segundo Cauê Ostetto, para o investidor em ações o conselho geral é que mantenha os papéis e espere um pouco. Há casos de pessoas quem preferem vender, mas são específicos.

Como diversos papéis brasileiros já caíram no exterior, uma parte do efeito do coronavírus já foi precificada, como dizem os profissionais de mercado.

Pela própria característica, o mercado acionário é cíclico, observa o assessor. É bom comprar na baixa e vender na alta. Mas, agora, para quem quer comprar, pode ser bom esperar um pouco, aconselha ele.

Essa nova doença pode afetar as grandes expectativas do mercado acionário brasileiro este ano, que prevê a abertura de capital de uma série de empresas, sob embalo da até então estimativa de maior retomada do crescimento e da baixa taxa de juros básicas, a Selic, em 4,25% ao ano.