Cacau Show manda casal de SC fechar franquia que fatura R$ 2,2 milhões e lucra o dobro da rede no Brasil: “Buscando resposta”

Casal entrou na Justiça para tentar continuar com a operação

Compartilhe:

Franquia do casal Lemos fica em galeria de lojas do Supermercado Giassi em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. A venda de chocolates para presentes é uma das razões dos resultados maiores do que a média (Foto: Divulgação)

O casal de empresários Maria Carolina Guimarães Lemos e Queoma Lemos são sócios de franquia da marca de chocolates Cacau Show instalada em galeria do Supermercados Giassi, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. Apesar de apresentar resultados acima da média das franquias da marca em vendas e rentabilidade, eles foram surpreendidos com decisão da franqueadora Cacau Show de não renovar o contrato por mais um período.

Continua após a publicidade

O casal diz não entender a decisão da empresa e tem recorrido à Justiça para seguir como franqueado porque a operação apresenta resultados positivos. Mas, nos últimos dias, a empresa conseguiu liminar que determina o fechamento da loja no próximo sábado, dia 05 de setembro.

Veja mais imagens sobre a Cacau Show e a unidade na galeria de Itajaí:

Continua após a publicidade

Diante disso, o advogado do casal, Marcelo Martins, entrou com pedido de liminar no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, para derrubar a decisão favorável à empresa franqueadora. O plano da família Lemos é seguir com a loja, se possível.

Cacau Show responde ao portal NSC

Esta coluna procurou a Cacau Show via assessoria de imprensa e questionou a razão do fim do contrato. Na resposta, a empresa informou que a decisão foi baseada em avaliações constantes de sua operação. Leia a íntegra da resposta.

“A Cacau Show esclarece que não houve encerramento antecipado do contrato com os franqueados mencionados. O vínculo contratual tinha vigência até outubro de 2025 e, antes de seu término, os empresários foram comunicados sobre a decisão da companhia de não renovar a parceria.
A Cacau Show faz avaliações constantes de sua operação, sempre respeitando os acordos firmados em contrato e adotando prazos de acordo com as melhores práticas do mercado”, afirmou a empresa na resposta.

Continua após a publicidade

Dúvida sobre decisão da empresa

A empresária Maria Carolina Lemos informa que ficou surpresa com a decisão da empresa de não renovar o contrato porque a loja tem apresentado resultados acima da média das franquias da Cacau Show, que somam quase 4.800 unidades no Brasil.

Continua após a publicidade

“Eles decidiram não renovar, mesmo com o fato de nós termos cumprido todos os requisitos presentes no contrato de franquia. Não sabemos o que levou a empresa a não renovar. Estamos buscando essa resposta”, afirma Maria Carolina Lemos.

A franqueada informa que no último ano conseguiu rentabilidade de 18,66% na loja enquanto a média da rede da empresa ficou em cerca de 9%. A loja do casal, que é de tamanho normal, faturou R$ 2,24 milhões em 2025.  

Continua após a publicidade

Associação de lojistas pode ser o motivo

O advogado do casal, Marcelo Martins, especialista em causas de empresas comerciais, informa que também tentou saber a razão do término do contrato, mas não ficou satisfeito com a resposta.

Continua após a publicidade

“Nós até tivemos uma audiência de conciliação que o juiz de primeira instância convocou. Isso foi indagado na audiência e a advogada que representou a Cacau Show falou que era só por conta do vencimento do contrato”, afirmou Marcelo Martins.

Na opinião dele, esse encerramento pode ter uma motivação em função da mobilização de lojistas anos atrás, quando eles criaram uma associação para melhor se comunicar com a empresa. Segundo ele, Maria Carolina participou dessa mobilização e, depois, assumiu a presidência dessa entidade.

Continua após a publicidade

Como não gostou de algumas decisões coletivas da associação, ela logo pediu afastamento da presidência.  Mesmo assim, o advogado acredita que a decisão da empresa de encerrar essa parceria comercial está ligada a uma insatisfação devido à criação dessa entidade.

A empresa pode encerrar contrato com um franqueado por decisão unilateral, sem a necessidade de explicar a razão ou razões da decisão. Isso está previsto na lei das franquias. Mas, normalmente, os contratos são encerrados quando as vendas não são suficientes e restam dívidas a pagar. Esse não é o caso da loja de Itajaí.