Em diálogo promovido pelo Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem), os candidatos ao governo do Estado Carlos Moiséis da Silva (PSL) e Gelson Merisio (PSD) responderam a perguntas de líderes do setor produtivo nesta sexta-feira, durante 1h30min, na sede da Federação das Indústrias (Fiesc). Eles se comprometeram a não elevar a carga tributária, conter despesas públicas, melhorar a eficiência dos serviços estaduais, manter e apoiar as corporações de bombeiros voluntários e o sistema diferenciado de sanidade animal. Também foram desafiados a ampliar crédito acessível ao setor produtivo.
Logo na abertura, o candidato Moisés foi convidado pelo presidente da Fiesc, Mario Cezar Aguiar, a assinar o termo de compromisso com a não elevação da carga tributária, o que ele fez prontamente. O mesmo compromisso já tinha sido firmado por Merisio. Depois, cada um teve 20 minutos para apresentação inicial de propostas.
Na sequência, responderam a sete perguntas feitas por líderes das federações sobre temas diversos. Participaram da sabatina o presidente da Fiesc Mario Aguiar; presidente da Federação das Associações Empresariais (Facisc) Jonny Zulauf; diretor da Federação da Agricultura (Faesc) Emerson Gava; presidente da Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas (Fampesc) Alcides Andrade; presidente da Federação do Comércio (Fecomércio-SC) Bruno Breithaupt; e os representantes da Federação das Empresas de Transportes (Fetrancesc) Ruy Gobbi; e da Federação das CDLs (FCDL/SC) Rodrigo Titericz.
Apresentação
Moisés – No espaço de 20 minutos para apresentação inicial, o candidato Carlos Moisés da Silva disse que o seu plano de governo tem propostas claras para os principais serviços aos cidadãos que são segurança pública, saúde e educação.
– Todas essas tarefas, de forma transversal ou direta atinge a atividade dos senhores. Sabemos que sem segurança não se pode produzir – afirmou.
Se eleito, para infraestrutura, além de buscar a conclusão de obras, vai investir mais, avaliar concessões e implantar controle de qualidade.
Apresentação dos candidatos
Merisio – Em suas considerações iniciais o candidato disse que SC está em melhores condições do que os demais estados não só pela atuação do setor privado, mas também bons governos, que fizeram sua parte. Alertou para os desafios dos gastos públicos, um deles o déficit da Previdência que pode chegar a R$ 4,2 bilhões em 2022 se nada for feito.
– Por isso temos que fazer mudanças profundas na forma de administração – alertou.
O candidato também prometeu reduzir o ICMS da indústria e acabar com a substituição tributária para micro e pequenas empresas.
Mario Aguiar, da Fiesc – Bombeiros Voluntários
Merisio – O candidato prometeu apoiar a continuidade das corporações de bombeiros voluntários nas cidades onde estão presentes. Disse que será absolutamente radical, onde tem bombeiro voluntário, o bombeiro militar não estará presente. Atende pleito da centenária corporação de bombeiros voluntários de Joinville.
Moisés – Coronel da reserva do Corpo de Bombeiros Militares de Santa Catarina, o candidato enfatizou que a atividade é uma das mais acreditadas do mundo. Prometeu que, se eleito, onde há bombeiros voluntários no Estado, eles serão apoiados ainda mais. Onde eles exercem atividade fiscalizatória, vão receber 90% desses recursos para que se fortaleçam.
Jonny Zulauf, da Facisc – Questão tributária
Moisés – Sobre as principais polêmicas que envolvem as questões tributárias, o candidato disse que seu plano é não elevar a aumentar a carga tributária, combater a sonegação e incentivar o cidadão a pedir nota fiscal.
Merisio – Para o candidato, a questão da informalidade não é mais um grande problema em SC porque a tecnologia, em função do uso de cartão de crédito, está fechando barreiras. Segundo ele, a única forma de reduzir a carga tributária é reduzir o tamanho do Estado.
Emerson Gava, da Faesc – Sanidade no Estado
Merisio – O status sanitário do Estado, único do Brasil livre e aftosa sem vacinação, em nenhum momento correrá risco. Prometeu melhorar as condições de armazenagem.
Moisés – O candidato disse que a função do Estado é dar continuidade a esse trabalho. Prometeu fortalecer também a assistência técnica no meio rural.
Alcides Andrade, da Fampesc – Recursos pós-catástrofes
Moiséis – O programa do candidato prevê recursos com juro zero para empresas atingidas por esses problemas.
Merisio – O Estado tem um fundo de atendimento a catástrofes. O governo pode aumenta-lo com outras fontes de recursos.
Bruno Breithaupt, da Fecomércio – Turismo
Merisio – O Estado tem belezas naturais compatíveis com as melhores do mundo. É preciso fazer a interligação das Serras de SC e RS e construir circuitos turísticos que atraiam mais visitantes em todo o Estado. Promete extinguir a Secretaria de Turismo, fortalecer a Santur e melhorar a segurança, fundamental ao setor.
Moisés – Uma das propostas do candidato é incentivar mais os catarinenses a visitarem o Estado. Para ele, é preciso interligar o turismo do litoral com o da Serra. O setor público pode participar mais da qualificação do ensino técnico para o setor com o objetivo de melhorar a experiência do visitante no Estado.
Ruy Gobbi, da Fetrancesc – Pró-Cargas
Moisés – O candidato avalia que esse programa, que visa manter a competitividade com os Estados vizinhos deve continuar, após uma avaliação de vantagens e riscos.
Merisio – Segundo o candidato, é preciso avaliar se há necessidade de ampliação ou de redução do programa porque é preciso ter condições iguais aos demais Estados.
Rodrigo Titericz, da FCDL – Acesso a crédito
Merisio – É preciso caminhar para o Badesc ter um fundo rotativo para aportes de recursos. O Juro Zero é sucesso no microcrédito, mas para valores maiores fica pesado para o Estado arcar.
Moisés – Para o candidato, todos os setores têm dificuldades de crédito. Ele entende que é preciso ter algum tipo de seguro ao segmento.
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