Catarinenses perdem quase  R$ 1 bilhão por ano ao aplicar na poupança

Compartilhe:

*Correção

Continua após a publicidade

Não são tantos bilhões assim

Os catarinenses têm aplicados na caderneta de poupança mais de R$ 30 bilhões. Mas se optassem pela renda fixa, ganhariam, por ano, quase R$ 1 bilhão a mais do que mantendo na poupança. Em texto anterior neste espaço (que você pode ler abaixo), publiquei informação da empresa Patrimono Investimentos, de SC, de que essas perdas na poupança, em um ano, somavam R$ 10 bilhões. A partir de alerta de um leitor, questionamos a Patrimono sobre essa perda e ela reconheceu que houve um erro de informação porque um colaborador digitou um zero a mais ao passar a nota para a imprensa.

Continua após a publicidade

O fato é que as perdas não são tão gigantes, mas existem. Então, o aplicador precisa pesquisar e procurar a renda fixa, que rende mais do que a caderneta de poupança, especialmente no médio e longo prazo.

Confira abaixo o texto corrigido:

Conseguir guardar uma parte da renda para o futuro é importante, mas escolher a aplicação financeira que remunera melhor esse dinheiro é fundamental. Milhares de catarinenses estão errando nessa escolha e, por isso, perderam nada menos do que aproximadamente R$ 1 bilhão ao longo de 2017. Deixaram de ganhar essa fortuna porque, ao invés de aplicar em títulos que remuneram melhor, colocam o dinheiro na caderneta de poupança, que rende em torno de 6% a 8% ao ano. Esta perda anual foi estimada pelo assessor de investimentos Layon Dalcanali, também sócio da Patrimono Investimentos, que fez uma comparação entre o rendimento da poupança no período e o de um título de renda fixa isento de Imposto de Renda, a Letra de Crédito Imobiliário (LCI).

Segundo dados do Banco Central observados por Dalcanali, os catarinenses tinham em fevereiro deste ano R$ 30 bilhões aplicados na caderneta de poupança. Se durante 2017 este dinheiro tivesse sido investido em LCIs, o rendimento obtido seria superior ao da caderneta de poupança em R$ 1 bilhão. 

Continua após a publicidade

O especialista explica que aplicações nas LCIs também têm proteção do Fundo Garantidor de Crédito para valores até R$ 250 mil, a mesma que a da poupança. 

– Em 2015, por exemplo, a poupança rendeu 7,94% contra uma inflação de 10,67%. Isso quer dizer que, se a pessoa aplicava seus recursos nesta modalidade, perdeu 2,73% neste ano. Essa perda é o poder de compra diminuído devido ao aumento dos preços – explica ele. 

Continua após a publicidade

Se um investidor tivesse aplicado durante 2017 R$ 100 mil, no final daquele ano ele teria R$ 106,5 mil se tivesse aplicado na poupança. Mas se tivesse optado pela LCI a 98% do CDI, renderia 9,73%, ou seja, no final ele teria R$ 109,7 mil. Segundo o assessor de investimentos, isso pode parecer pouco, mas em 10 anos a diferença é de 72% a mais na LCI, o que representaria quase R$ 65 mil a mais para o investidor. Vale também alertar que, considerando a diferença frente a inflação oficial (ganho real), na poupança teria obtido ganho de 3,51% acima da inflação enquanto na LCI chegaria a 6,58%, quase o dobro. 

Os números acima mostram que vale a pena estudar as taxas de remunerações de aplicações financeiras e fugir do que rende menos. Se a pessoa não se sente segura, pode buscar ajuda especializada. Vale mais pagar um pouco para saber do que deixar de ganhar valores que são pequenas fortunas individuais, mas que juntos superam R$ 10 bilhões.

Continua após a publicidade

A Patrimono é uma empresa catarinense de assessoria de investimentos, com sede em Jaraguá do Sul e escritórios em outras cidades do Estado. É uma das principais parceiras da XP Investimentos, grupo financeiro que trabalha em conjunto com cerca de 700 empresas de investimentos do país, incluindo diversas de Santa Catarina. Essas empresas de investimentos assessoram, normalmente, a gestão de valores iguais ou acima de R$ 100 mil. Quem tem menos, para fugir da baixa rentabilidade da caderneta de poupança pode optar pelo Tesouro Direto via bancos ou corretoras ou buscar uma opção de aplicação em renda fixa num banco, mas solicitar uma baixa taxa de administração. O ideal é que ela não ultrapasse 1%.

Leia também:

Continua após a publicidade

Após declarações de Mourão, Marina exalta democracia