Com R$ 4,5 bilhões, SC é terceiro estado que mais contrata linha do BNDES para exportações frente a tarifaço e guerra

Programa Brasil Soberano está na terceira fase com crédito especial para manter e diversificar exportações da indústria brasileira

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Presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirma que ao garantir crédito o programa protege empregos e preserva cadeias produtivas nesse momento (Foto: Tomaz Silva, Agência Brasil)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), desde setembro de 2025, aprovou a liberação de R$ 4,5 bilhões em linhas especiais de crédito do Plano Brasil Soberano para Santa Catarina. Com esse valor, o estado está em terceiro lugar no ranking dos que mais contrataram recursos para manter e diversificar exportações diante das adversidades dos tarifaços dos Estados Unidos e guerra no Irã e também para investir em setores estratégicos da economia nacional.

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Até agora, em todo o Brasil, foram liberados R$ 32,6 bilhões por meio desse plano em três fases. Desse total, R$ 12,9 bilhões foram aprovados para a Região Sul. Santa Catarina ficou atrás somente de São Paulo e Paraná no volume total desses financiamentos.

A primeira fase do Brasil Soberano, de R$ 17 bilhões, começou em setembro de 2025, a segunda com R$ 21 bilhões começou em março de 2026 e, a fase atual iniciou em julho com R$ 22,6 bilhões. Dos R$ 14 bilhões já solicitados no país em propostas de crédito para a terceira fase do Brasil Soberano, empresas de Santa Catarina já apresentaram demanda para R$ 1,15 bilhão, informa o BNDES.

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“O Brasil Soberano é uma resposta do estado brasileiro à altura dos desafios impostos pelo tarifaço e pelas tensões geopolíticas. Ao garantir crédito e condições para que as empresas atravessem esse momento, o programa protege empregos, preserva cadeias produtivas e assegura que o país siga crescendo com autonomia”, destaca Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

As contratações por meio desse plano estão sendo feitas em Santa Catarina por empresas de setores que são grandes exportadores como os de alimentos, madeira e metalmecânico, informa José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES.

Os setores químico e de equipamentos também estão financiando. Além de investimentos em busca de maior competitividade, as empresas estão usando a linha para diversificar mercados no exterior.

“Existe uma preocupação do governo federal muito grande em apoiar a indústria brasileira e quem está sofrendo com tarifaços ou guerras internacionais, além de apoiar setores estratégicos para poder ter uma indústria mais forte. E temos tido uma demanda muito boa. Agora, no Plano Brasil Soberano III, temos R$ 22,6 bilhões e já recebemos demanda para R$ 14 bilhões. É um programa muito robusto para apoiar o setor industrial”, afirma José Luis Gordon.

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O esforço do governo federal, de acordo com o diretor, é para fortalecer a indústria porque ela é muito importante para gerar emprego e renda.  Como são linhas para apoiar setores em fase difícil, elas têm juros mais acessíveis.

Para investimentos, por exemplo, a taxa anual de juros é de 6,5% mais spreads (margem cobrada pelo banco para emprestar). Para capita de giro a uma grande empresa, é de 9,8% mais spreads. Muitas vezes, para começar a exportar a um novo mercado, é preciso fazer investimento em máquinas e equipamentos.

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Demanda de SC na terceira fase

Do total de R$ 1,15 bilhão solicitado por empresas de SC, R$ 761,4 milhões são para capital de giro para exportação, R$ 509,5 milhões foram para capital de giro; R$ 56,6 milhões para aquisição de máquinas e equipamentos; e R$ 39,5 milhões para projetos de investimentos. Desses valores solicitados por SC na terceira fase, R$ 813,9 milhões em crédito já foram aprovados.

Os recursos disponíveis na atual fase do plano são voltados para três grupos de empresas. O primeiro é para as afetadas pelas tarifas dos Estados Unidos e seus fornecedores. O segundo grupo são empresas de setores industriais relevantes para o Brasil, como o têxtil, químico, farmacêutico, minerais estratégicos e fertilizantes e outros. E o grupo três são empresas que exportam para países do Golfo Pérsico e estão sendo afetadas pela guerra.

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O crédito especial é para capital de giro, capital de giro para exportação, aquisição de máquinas e equipamentos e projetos de investimentos. Esses projetos devem ser para ampliação da capacidade produtiva, inovação tecnológica ou adaptação de produtos e processos, entre outras hipóteses para ampliar negócios.

A linha também está disponível para setores industriais de média e alta intensidade tecnológica e setores considerados estratégicos para a modernização produtiva ou voltados à economia de baixo carbono. A solicitação dos recursos deve ser online, na plataforma GOV.BR. Empresas interessadas podem acessar porque ainda há recurso disponível.