A inflação segue em alta em Santa Catarina e no Brasil, como mostram dois indicadores: o Índice de Custo de Vida (ICV), calculado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc Esag) e o IGP-M, apurado pela Fundação Getúlio Vargas. O índice catarinense, com dados de Florianópolis, confirmou inflação de 0,74% em setembro, maior do que a do mês anterior, agosto, que subiu 0,35%. O IGP-M saltou 1,57% no mês.
Com o resultado apurado pela Udesc Esag em setembro, a inflação em SC acumula neste ano alta de 5,17%, bem acima da meta prevista para o país, que é de 3% ao ano. Nos últimos 12 meses ela subiu 6,08%. O índice apurado pela Udesc Esag segue o mesmo modelo do IBGE para calcular a inflação oficial do Brasil, o IPCA.
A inflação em SC foi puxada principalmente pelo grupo de alimentos e bebidas, com alta de 1,89% em setembro. No ano, esse grupo já subiu 9,49%. É o que mais pesa na inflação: 23,30%. Os maiores aumentos no mês passado foram no subgrupo de tubérculos, raízes e legumes, com alta de 40,49% devido a variações de clima e entressafra. O subgrupo de frutas subiu 3,59% e o de carnes, 2,31%. E a alimentação fora de casa ficou 0,28% mais cara.
O grupo de Transportes, que tem o segundo maior peso na inflação, 21,47%, registrou a segunda maior alta em setembro, de 0,89%. O transporte público subiu 1,71% devido ao aumento de 5,70% das passagens aéreas. Os combustíveis para veículos subiram 1,43% e os veículos próprios, 0,32%.
As passagens aéreas ficaram mais caras devido a aumento do combustível de aviação, alta demanda por passagens e impacto da futura reforma tributária, que já começa a elevar preços.
Outros grupos de produtos pesquisados pela Udesc Esag também ficaram mais caros: Habitação (0,84%), Artigos de residências (0,63%), Despesas pessoais (0,22) e Educação (0,04%). Tiveram queda os grupos Vestuário (-0.92) e Saúde e Cuidados Pessoais (-0,36%). O grupo Comunicação ficou estável.
IGP-M sobe 1,57% em setembro
No Brasil, um índice de inflação que chamou a atenção em setembro pela alta foi o IGP-M, Índice Geral de Preços – Mercado, calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele subiu 1,57% no mês, após ter registrado recuo de -0,22% em agosto, o mês anterior. No acumulado do ano ele cresceu 3,54%.
De acordo com a FGV, esta alta de setembro chamou a atenção por pressionar preços ao produtor e ao consumidor, alertou o economista do FGV IBRE, Matheus Dias. Os preços ao produtor que subiram foram os de soja, milho e carne bovina.
No grupo do IGP-M que mede a inflação do consumidor, a alta maior veio do fim do efeito do bônus de Itaipu, que pressionou para cima a conta de energia e gerou alta de 0,50%. O IGP-M é usado no país para reajustar aluguéis e tarifas de energia e telefonia, entre outros preços.
