Como evitar calote na dívida interna de R$ 4 trilhões

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Os brasileiros que forem às urnas em outubro deverão ficar atentos para votar num candidato ou candidata que tem um plano consistente para evitar um calote na dívida interna do país, que já soma mais de R$ 4 trilhões (60% do PIB) e é o principal problema econômico do Brasil. O alerta é do economista Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda, que fez palestra ontem à tarde na Jornada Inovação e Competitividade promovida pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).

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Segundo ele, um presidenciável para arrumar as contas é um candidato de centro, que tem capacidade de negociação, articulação com o Congresso, capacidade de montar uma boa equipe e que tenha uma agenda de reformas compatível com o enfrentamento desse grande desafio que, em primeiro lugar, é a questão fiscal.

Na avaliação de Maílson, no cenário das candidaturas que estão postas, a do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, é a que melhor reúne essas condições. Acredita que ele subirá nas pesquisas porque tem um partido forte, tempo de TV e recursos para a campanha. Mas se surgir um escândalo de corrupção, não há candidatura que se sustenta no Brasil. Nesse caso, a segunda opção do PSDB será a candidatura do ex-prefeito de São Paulo, João Dória.

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O economista chama a atenção que quase toda a dívida brasileira que está sob risco de calote é com investidores do país.

– Mais de 90% dessa dívida (superior a R$ 4 trilhões) estão com investidores que compraram cotas de fundos de investimentos, portanto pessoas físicas, a classe média, classe média alta e fundos de pensão. 30% da dívida estão nas mãos de fundos de pensão e seguradoras brasileiras, 12% são de investidores estrangeiros que confiaram no Brasil porque é um país sério – explica.

Segundo Mailson, o mercado está preocupado com o risco de eleger um candidato populista. Ele cita Ciro Gomes e Jair Bolsonaro. Conforme o economista, uma proposta de Ciro é estabelecer um teto para a dívida pública, que significa dar um calote nos credores internos e seria uma catástrofe para a economia. No caso de Bolsonaro, ele vê com preocupação a proposta de privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil porque 80% da população é contra essas privatizações. Maílson observa que todos analistas econômicos chamam atenção para a dívida brasileira. Esse é um ponto que deve ter a atenção dos eleitores também para que a economia volte a crescer.

 

Mais educação
Ao falar na Jornada Inovação e Competitividade, o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, enfatizou que a educação é fundamental para a melhoria da competitividade, o que envolve não só a preparação das crianças, mas de jovens e adultos também.

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– Diante das perspectivas futuras, em que, segundo o Fórum Econômico Mundial de 2016, 65% das crianças de hoje vão trabalhar em empregos que ainda não existem e 30% dos empregos atuais não existiam há dez anos, as novas formas de produção e trabalho exigirão profissionais com características diferentes das atuais e, por conseguinte, exigirão um ensino de melhor qualidade – afirmou.

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