Como evitar golpes por Pix: cofundadora de startup ensina pessoas e empresas a se defenderem

Quem explica é Rafaela Helbing, cofundadora de startup de SC que acaba de ser adquirida pela Núclea, empresa de infraestrutura de proteção para bancos

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Thais Nolasco (E) e Rafaela Helbing, cofundadoras da Data Rudder, empresa que ajuda proteger de hackers bilhões de reais todos os meses (Foto: Divulgação)

O Pix mudou a vida dos brasileiros ao facilitar as transferências bancárias e pagamentos de uma forma muito segura e sem custo, observa a empresária Rafaela Helbing, CEO e da Data Rudder, startup de Florianópolis, Santa Catarina, especializada no combate a fraudes com Pix. Mas ela alerta que para conseguir tirar dinheiro das pessoas, os criminosos estão hackeando a mente humana e para tirar dinheiro de empresas eles mudam o QRCode de lojas.

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“O sistema do Pix é muito seguro. Mas então o que o fraudador faz? Ele identifica como hackear a mente humana. E o que é hackear a mente humana? É conseguir ultrapassar as camadas de segurança daquela pessoa, para que a pessoa confie nele e faça a transferência”, explica a especialista.

A Data Rudder, empresa fundada pelas jovens Rafaela Helbing e Thais Nolasco há seis anos, monitora mais de R$ 40 bilhões em transações mensais atendendo mais de 200 instituições financeiras nessa proteção para prevenir fraudes em tempo real por Pix, TED, cartões e boletos. Por isso, acaba de ser adquirida pela Núclea, empresa de infraestrutura de proteção de instituições financeiras no Brasil. O negócio não está assinado ainda porque depende de aprovação do Banco Central.

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Golpes aplicados a pessoas

Rafaela Helbing destaca que uma forma de fraude é o clássico golpe do Whatsapp. O fraudador se passa por um familiar que está precisando de dinheiro de forma emergencial. Promete que se a pessoa fizer a transferência vai ter um retorno ainda maior.

Tem o golpe da compra de um produto por um preço muito menor. Um exemplo é produto de R$ 3 mil sendo oferecido por R$ 1 mil. Outro golpe existente é o fraudador fazer depósito na conta de uma pessoa. Aí ele diz que se enganou, pede para a pessoa fazer uma transferência e denuncia ao banco essa pessoa como se fosse uma golpista em função dessa transferência.

“A instantaneidade nas transferências dificulta recuperar o dinheiro desviado. Antes, se o desvio era por TED, demorava até duas horas para a transferência do recurso. Hoje, em duas horas, o fraudador consegue passar o dinheiro por mais de 10 contas diferentes. Por isso é tão difícil recuperar valores de fraudes de Pix”, afirma Rafaela Helbing.

Fraude a empresas com QRCode

Para desviar dinheiro de empresas, os hackers alteram do QRcode. Assim, na hora do pagamento, o dinheiro ao invés de ir para a conta da empresa, vai para conta do criminoso. Por isso, a especialista recomenda sempre o cliente ver para quem está sendo enviado o pix. Se é QRCode com fraude, muitas vezes o dinheiro vai para a conta de uma pessoa física, quando deveria estar sendo transferido para a conta de uma empresa.

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É possível ver o nome da pessoa física porque o fraudador não tem como mudar a conta bancária ou o nome da empresa. Nesse caso, o cliente colabora com a empresa para evitar as fraudes e garantir a transferência correta.  

Mais recentemente, Rafaela Helbing observa que ocorreram tentativas ou foram realizadas grandes fraudes a bancos. Nesse caso, fraudadores conseguiram ajuda de algum servidor do banco para obter senha e fazer desvio de recursos.

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Como evitar fraudes virtuais

De acordo com Rafaela Helbing, as pessoas podem fugir de fraudes ao não atender ligações de estranhos. Os bancos não ligam para seus clientes. Então, se alguém está ligando, pode ser um fraudador e é preciso desconfiar. Nesse caso, é recomendado desligar imediatamente e a pessoa fazer contato com o seu banco.

Quando o golpista finge ser da família, também pode ser difícil não atender. Para ter certeza quando é golpe, é importante os familiares definirem com antecedência uma palavra para ser o código em momento de perigo. Também vale perguntar para a pessoa qual foi o último evento familiar em que estiveram juntas.