Compartimentação eleva controle na agroindústria

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Depois de muitas notícias ruins sobre a gestão das agroindústrias de carnes do Brasil, com fortes impactos em Santa Catarina que é berço dos principais frigoríficos de aves e suínos do país, vem aí uma novidade positiva, embora com nome difícil: compartimentação. Hoje, a unidade da Seara de Itapiranga, produtora e processadora de frangos do Grupo JBS, recebe na Fiesc o primeiro certificado do mundo para esse novo modelo de gestão de risco sanitário. Foi lançado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em 2007 e ganhou adesão do Ministério da Agricultura do Brasil, com apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e do governo catarinense pela Cidasc. 

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Como a palavra diz, toda a cadeia produtiva de uma região produtora, desde os ovos que permitem gerar os pintinhos até o abate é dividida em compartimentos, o que permite o isolamento de plantas e granjas no caso de uma doença. Outras agroindústrias do Estado como a BRF, Aurora e Pamplona também podem adotar o modelo, tanto para aves quanto para suínos. Quem também receberá esse certificado é a unidade de genética de ovos da Hy Line, de Nova Granada, São Paulo.

Para o presidente da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), José Antônio Ribas Junior, a adoção da compartimentação representa um avanço no sistema de proteção da cadeia industrial da avicultura brasileira, que é considerada uma das mais avançadas do mundo. 

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Autoridades do agronegócio de SC vão participar do evento a partir das 10h e devem cobrar do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, mais ações para acelerar a liberação das exportações de carne de frango para a Europa. Isso porque o arrocho dos auditores fiscais está causando elevados prejuízo e desanimando empresas produtoras.