Conselho aponta principais demandas em infraestrutura de SC

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Mais de 20 entidades empresariais, instituições e empresas de logística aceitaram o desafio apresentado pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) Mario Cezar Aguiar para integrar o Conselho Estratégico para Infraestrutura e Transporte e a Logística Catarinense lançado quarta-feira. O objetivo é apontar prioridades visando destravar obras para melhorar a logística diante de tantos prejuízos conhecidos e outros ainda não contabilizados devido à falta de investimentos e gestão eficiente na área.

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O presidente da Fiesc destacou a informação apurada pela entidade de que a logística em SC é mais cara do que na média do país. De cada R$ 1 faturado pela indústria R$ 0,14 corresponde a custo logístico enquanto a média brasileira é de R$ 0,11 e a dos Estados Unidos é R$ 0,085. O empresário Ruy Gobbi, que representou a Federação das Empresas de Transporte e Logística (Fetrancesc), alertou que um caminhão perde R$ 90 por cada hora parada numa estrada e o presidente da Associação Catarinense de Medicina (ACM), Ademar de Oliveira Paes Jr. afirmou que os acidentes de trânsito causam elevados custos ao setor de saúde e que uma logística melhor ajudaria a reduzir esses problemas.

Sobre atraso nos investimentos, Aguiar informou que o sistema Monitora Fiesc, no último levantamento, apurou que das 53 obras de infraestrutura em andamento no Estado, que custam R$ 7,47 bilhões, 90% estão com atraso. O secretário de Estado de Infraestrutura, Paulo França, falou sobre investimentos feitos e em andamento por parte do governo. Segundo ele, a limitação de recursos requer também concessões e parcerias para viabilizar o desenvolvimento. Questionado sobre a restauração das pontes de acesso à Ilha de SC, Colombo Salles e Pedro Ivo, ele manifestou preocupação com a norma de menor preço. Isto porque a pasta apurou que seriam necessários R$ 40 milhões para obra, mas uma empresa venceu a licitação por R$ 29 milhões.

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A falta de ferrovias e as dificuldades no transporte aéreo também estiveram na pauta. A Fiesc apurou que dos 10 maiores portos do Brasil, apenas o complexo de Itajaí e o Porto de Itapoá não têm ligação ferroviária, o que reforça a necessidade da ferrovia litorânea. Entre as entidades que integram o novo conselho estão as sete federações empresariais do Estado – Fiesc, Fetrancesc, Faesc, Facisc, FCDL, Fampesc e Fecomércio -, mais a ANTT, Secretaria de Estado da Infraestrutura, Deinfra, Antaq, Denit, Senge, Alesc, Floripa Airport, Associação Catarinense de Medina, Rumo Logística e todos os portos do Estado.

 

Falta de recursos e concessão

Os maiores gargalos logísticos do Estado, atualmente, são a falta de duplicação das BRs 470 e 280. Os projetos estão em andamento com recursos públicos, mas muito lentamente. Antes da reunião de lançamento do novo Conselho de Infraestrutura, o presidente da Fiesc, Mario Cezar Aguiar, admitiu que, na falta de recursos públicos, a concessão é uma solução. Sobre o fato de o tema estar gerando críticas entre os candidatos ao governo do Estado, Aguiar defendeu a participação da iniciativa privada.

–  A concessão é um instrumento utilizado no mundo inteiro e nós sabemos das dificuldades do governo federal de fazer os investimentos necessários. Então, acho que é uma questão de inteligência adotar pedágio, mas sempre visando o equilíbrio, o pedágio como um benefício e não como um ônus a mais – disse o industrial.

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Na foto, a partir da esquerda, o secretário de Estado de Infraestrutura Paulo França, Mario Aguiar e o vice-presidente regional da Fiesc, Tito Schmitt. 

 

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