Conta de luz de SC ficará mais cara em agosto; Celesc explica a alta com revisão tarifária

A Aneel estima previamente alta média de 11,77% para a conta de luz da Celesc, que muda em 22 de agosto

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O presidente da Celesc, Edson Moritz (C) acompanhado dos diretores Pilar Sabino e Elói Hoffelder, explicou o peso de cada custo na tarifa de energia paga pelos consumidores (Foto: Divulgação)

O reajuste médio na conta de luz dos consumidores da Celesc, concessionária de energia de Santa Catarina que atende a cerca de 3,56 milhões de unidades consumidoras, está estimado em 11,77% pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Esse valor ainda não é definitivo porque segue em análise, mas a entrada em vigor será em 22 de agosto e o valor exato é divulgado dias antes. Ele inclui a revisão tarifária, que é feita a cada cinco anos e terá uma audiência pública nesta quinta-feira à tarde, em Florianópolis.

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A alta média para consumidores de alta tensão (empresas) será de 16,9% e para os de baixa tensão (residências e pequenos negócios), será de 9,32%. A variação média prevista é inferior a do ano passado para a companhia, que ficou em 13,53%.

Veja imagem sobre distribuição de custos da tarifa e prováveis percentuais das contas para agosto:

A prévia da nova tarifa foi uma das informações destacadas em encontro com a imprensa nesta segunda-feira pelo presidente da Celesc, Edson Moritz, pela diretora de Gestão de Energia e Regulação da companhia, Pilar Sabino da Silva e o diretor de Operações e Serviços, Elói Hoffelder.

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À frente da Celesc há dois meses, o novo presidente, Edson Moritz, fez questão de enfatizar que de cada R$ 100 que o catarinense paga na tarifa, apenas R$ 17 são de custos sob gestão da Celesc. Os demais valores incluem a energia comprada (29%), tributos (22%), transmissão (10%) e encargos setoriais (22%).

– É importante que a sociedade catarinense compreenda como a conta de energia é composta. Muitas vezes o consumidor acredita que todo o valor pago fica com a Celesc, quando a realidade é exatamente o contrário. De cada R$ 100 pagos na conta de energia, aproximadamente R$ 17 permanecem com a distribuidora para operar o sistema elétrico, realizar manutenção da rede, investir em novas obras, ampliar a infraestrutura e atender mais de 3,6 milhões de unidades consumidoras. Os outros R$ 84 são destinados à geração, transmissão, tributos e encargos setoriais definidos nacionalmente – explica Edson Moritz.

Entre os custos mais observados e criticados nas tarifas de energia do Brasil está o de encargos setoriais. Ele inclui as políticas públicas que são a tarifa social de energia elétrica; incentivos a determinadas fontes de geração (geração distribuída), subsídios e programas setoriais definidos pelo país.

Edson Moritz observa que, hoje, o percentual de 22% de encargos setoriais supera inclusive o valor das atividades da distribuidora Celesc, que é de 17%.

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Como a revisão tarifária impacta, segundo a Celesc

A diretora Pilar Sabino explica que na Revisão Tarifária Periódica (RTP), as tarifas são reposicionadas considerando os investimentos realizados pela concessionária ao longo do ciclo, os novos padrões de produtividade dela exigidos e as alterações na estrutura de custos.

Além disso, também são estabelecidos parâmetros do Fator X aplicáveis aos reajustes tarifários subsequentes. O Fator X visa repassar aos consumidores os ganhos de produtividade obtidos pela concessionária e os resultados da aplicação dos mecanismos de incentivos estabelecidos pela agência reguladora.

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Também são definidas as perdas técnicas e não técnicas regulatórias a serem aplicadas nos processos tarifários. Para a definição das perdas não técnicas, a Aneel compara o desempenho das concessionárias, determinando uma trajetória para cada uma delas no ciclo. Por tudo isso, às vezes na revisão tarifária a conta aos consumidores pode ficar mais cara ou mais barata. A Celesc já essa situação anos atrás.

Audiência pública sobre a revisão

Para esta revisão tarifária, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também fará uma audiência pública nesta quinta-feira (18), a partir das 14h, na sede da Federação dos Dirigentes Lojistas (FCDL/SC), em Florianópolis, que fica na rua Almirante Alvim, 528, Centro. O credenciamento começa às 13h30min.

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O objetivo é apresentar a Revisão Tarifária Periódica (RTP) para consumidores da Celesc, para que eles conheçam o processo de revisão e possam fazer perguntas. Na revisão anterior não teve audiência pública em função da pandemia.

 Além disso, a Aneel tem canal aberto por e-mail para a Consulta Pública nº 14/2026 que estará disponível para contribuições até 13 de julho nos e-mails: cp014_2026rv@aneel.gov.br – para o tema Revisão Tarifária;cp014_2026et@aneel.gov.br – para o tema Estrutura Tarifária; e cp014_2026pt@aneel.gov.br – para o tema Perdas Técnicas.