Coronavírus: Câmara federal atrasa projeto de socorro à microempresa, que vive situação dramática

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Presidente da Fampesc, Alcides Andrade, cobra urgência da Câmara Foto:Lucas Correla,ED

Apesar de o segmento da microempresa ser o único ainda sem uma linha de crédito federal para se socorrer nessa crise, precisando de recursos desde o mês passado, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, informou que o legislativo votará somente na próxima quarta-feira, dia 22 de abril, o projeto de socorro ao setor, o Pronampe.

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Entre as razões do atraso está a uma "guerra" entre Maia e Bolsonaro, a ponto de o presidente o acusar de querer derrubá-lo ao aprovar projeto de R$ 80 bilhões de ajuda a Estados e, também a arrastada e lamentável novela da demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Contudo, o presidente da Federação das Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Fampesc), Alcides Andrade, alerta que as microempresas enfrentam situação dramática por falta de recursos.

O Senado aprovou com urgência, no último dia 7, o Pronampe, Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, que viabiliza empréstimos com juro de 3,75% ao ano. O montante a ser liberado é de R$ 13,6 bilhões, conforme está previsto no projeto do senador Jorginho Mello (PL/SC), relatado pela senadora Kátia Abreu (PP/TO). A Câmara havia prometido votar com urgência, fez alterações e ainda transferiu a votação para a próxima semana.

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“Não temos todo esse tempo. A postergação da votação em uma semana demonstra que não há pressa na liderança da Câmara dos deputados. A situação dos pequenos negócios é bastante dramática aqui na ponta. O crédito disponível até agora não está chegando ao segmento – lamenta Andrade.

O projetou seguiu para a Câmara dia 8, que havia prometido urgência na votação.