Entre as pessoas que acompanharam ao vivo e as que acessaram depois o vídeo, mais de 5 mil pessoas buscaram o conteúdo da live promovida pela Federação das Indústrias de SC (Fiesc) na tarde desta terça-feira com a participação de especialistas. Participaram o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, e presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI e vice-presidente para a América Latina da Organização Internacional dos Empregadores (OIE), Alexandre Herculano Furlan.
Bruno Dalcolmo destacou a alta taxa de empregos formais de Santa Catarina, o que torna importante para o Estado as medidas oferecidas pelo governo federal para enfrentar a pandemia preservando a saúde, mas também salvando empregos e a economia. Ele fez abordagem sobre as duas medidas provisórias para proteger o emprego nesta fase de pandemia: a MP 927, que aborda questões como férias, teletraballho, antecipação de feriados, o que confere agilidade às empresas; e a MP 936, que traz um conjunto de instrumentos para que as empresas consigam gerenciar a crise, incluindo o pagamento do benefício emergencial do emprego e da renda, redução de jornada e suspensão do contrato de trabalho.
Observou que essas medidas estarão em vigor até o final do ano, enquanto durar o período de calamidade pública do país. As empresas poderão fazer adesão quando necessitarem. Não precisa ser agora. A projeção do Ministério da Economia é que 24 milhões de trabalhadores serão beneficiados com essas MPs.
Representante da indústria, o presidente do conselho da CNI, Alexandre Furlan, voltou a defender posição que é também da Fiesc, a de que o pleno do STF deve derrubar a liminar do ministro Ricardo Levandowski, que exige a aprovação do sindicato laboral para conceder as medidas previstas nas PMs.
O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, falou da importância dessas medidas para manter empregos nesta crise profunda causada pelo coronavírus. O diretor Jurídico da Fiesc, Carlos Kurtz, disse que essas medidas são os “respiradores econômicos” e as empresas precisam saber utilizá-las.
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