Crise no STF exige solução rápida e eficaz para que a confiança no país seja retomada e mantenha atração de investimentos

Exercer as funções com ética e total atuação em favor da coletividade é o mínimo que se espera de servidores públicos. Crise motivou manifesto empresarial

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Cobrança ao STF para que solucione a crise de forma rápida e convincente vêm de todos os lados (Foto: Marcos Oliveira, Agência Senado)

O que começou com uma série de informações envolvendo membros do Supremo Tribunal Federal no caso Master, chegou agora a uma situação sem precedentes com guerra interna na corte maior do judiciário brasileiro. Isso exige ação imediata para que essa crise seja contida e crie condições para que os brasileiros e estrangeiros voltem a confiar nas instituições do país.

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As suspeitas e denúncias abalam a confiança dos cidadãos brasileiros que diariamente trabalham e arrecadam alta carga de impostos para sustentar um setor público que deveria ser mais eficiente e transparente. Esse é um problema que também afeta decisões de investimentos, o que impacta diretamente no crescimento econômico e geração de empregos.

Isso porque, tanto empresários brasileiros quanto estrangeiros com projetos para implantar no Brasil acabam postergando decisões de execução dos mesmos devido a falta de confiança. A propósito, boa parte de empresas brasileiras está esperando alguns meses para ver o desfecho desses problemas e o rumo da política para decidir quanto e onde investir.

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E se considerarmos a posição de investidores estrangeiros, será que o Brasil oferece condições para sediar projetos com futuro estável com retornos necessários?

Para atrair capital estrangeiro, o país precisa de regras claras e permanentes para a instalação e continuidade de investimentos. Além disso, a confiança nas instituições é fundamental também para indicar estabilidade futura, uma condição que limita a geração de crises e dá mais estabilidade ao crescimento econômico contínuo do país.

O Problema no Supremo Tribunal Federal foi gerado porque faltou a alguns dos seus integrantes exercer suas funções dentro da ética, da governança pré-estabelecida para essa função que vai muito além de um cargo público que remunera bem seus detentores.

Essa guerra interna na corte maior do país, que escalou nos últimos dias, fez também entidades empresariais divulgarem nesta quarta-feira (9) o “Manifesto à Nação Brasileira”, no qual cobram que o Supremo Tribunal Federal (STF) avalie, numa sessão pública urgente, os fatos que geraram a crise e aponte soluções.

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O manifesto é assinado por entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação Nacional do Comércio (CNC), Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e outras. Nele, as entidades argumentam que a perda da legitimidade de um tribunal compromete a segurança jurídica, a confiança nas instituições e a paz social.

As cobranças ao Supremo vêm de todos os lados e visam solução rápida. Resta a corte dar a resposta necessária. Existem dúvidas se as medidas anunciadas nesta quarta-feira pelo presidente Luiz Edson Fachin serão suficientes.