Devido a impactos do coronavírus, empresas de TI buscam fornecedores locais

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Tulio Duarte, presidente da Vertical Manufatura da Acate Foto:Ocotea Filmes,Divulgação

Indústrias brasileiras do setor de tecnologia, especialmente do segmento de hardware, ainda não sentem tanto a falta de componentes devido ao coronavírus na China, que fechou fábricas por lá temporariamente, o que dificultou entregas. Mesmo assim, algumas estão buscando fornecedores locais para diversificar a oferta. A informação é do diretor da Vertical Manufatura da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), Tulio Duarte, que também é diretor de operações da Harbor, de Florianópolis, empresa que atua com internet industrial.

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Segundo ele, esse problema de falta de peças afeta mais grandes empresas de tecnologia, que atuam mais com produção just in time para ter baixos estoques. No caso de SC e do Brasil, as empresas de TI são de médio ou pequeno porte, que adotam a estratégia de ter estoques maiores, para mais tempo.

Mesmo assim, algumas que têm fornecedor da China ou outros países da Ásia e enfrentam o risco de atraso de componentes, começam a buscar alternativas. Ele cita o caso de uma empresa catarinense que procurou outro fornecedor de embalagem.

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O empresário observa que o coronavírus Covid-19, apesar de ser menos mortal do que o da Sars, está se espalhando mais rápido. A Organização Mundial da Saúde deverá reconhecer que se trata de uma pandemia, porque em breve estará em todo o mundo.

Na avaliação de Tulio Duarte, a doença, agora com caso confirmado no Brasil também, vai afetando a economia como um todo. Reduz as viagens, as pessoas consomem menos e isso reduz a atividade econômica. A expectativa era de que a China conseguiria conter a doença até abril. Agora, com mais casos no mundo, as incertezas cresceram.

— A Sars, última pandemia, teve um impacto de 0,1% no PIB mundial em 2003. Hoje a economia da China é 10 vezes maior do que era naquela época e representa um sexto do mercado global. Então, como a China está sendo diretamente afetada, o tamanho dela na economia é muito maior, fala-se de um impacto de 0,2% a 0,8% no PIB mundial. Para as economias emergentes como a do Brasil, mexer no mercado global dessa maneira gera um efeito dominó, e afeta. As economias emergentes com mais relacionamento com a China sofrerão mais – avalia ele.