“Duro golpe”: entidades brasileiras repudiam fim da Taxa das Blusinhas e alertam para impacto no país

Enquanto produtor do Brasil enfrenta taxa de 90% de impostos, querem isentar importados. CNI alerta que essa medida poderá fechar 109 mil empregos no país

Compartilhe:

Entidades cobram isonomia tributária, ou seja, se isenta para importados, pode isentar também para empresas brasileiras (Foto: Joedson Alves, Agência Brasil)

Diante do acordo anunciado pelo presidente Lula com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para acelerar a aprovação do fim da “Taxa das Blusinhas”, entidades nacionais lançaram nota de repúdio. São 23 entidades que representam a indústria e o varejo brasileiros que afirmam em nota que a isenção de compras internacionais até US$ 50 é um “duro golpe” a quem produz no país.

Continua após a publicidade

A Confederação Nacional da Industria (CNI) não assinou essa nota, mas divulgou informação quarta-feira (26) alertando de que o fim da “Taxa das Blusinhas” pode pôr em risco 109 mil empregos e receita de R$ 21,8 bilhões ao setor, no país.

“Enquanto empresas brasileiras da indústria e do varejo suportam uma carga tributária que chega, em média, a 90% do custo dos produtos, além de juros elevados, burocracia e inúmeras exigências regulatórias, pretende-se assegurar tratamento privilegiado a mercadorias estrangeiras que ingressam no País através de plataformas digitais sem cumprir as mesmas obrigações impostas à produção e ao comércio nacionais, inclusive requisitos de conformidade destinados a proteger a saúde e a segurança da população”, alertam as 23 entidades na nota de repúdio.

Continua após a publicidade

Entre as entidades que integram esse grupo estão a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e do Vestuário (Abit), o Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV) e a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL). Nessa publicação, elas criticam diretamente o acordo proposto.

“O acordo anunciado para viabilizar a aprovação da Medida Provisória nº 1.357/2026, que permite zerar o Imposto de Importação sobre encomendas internacionais de até US$ 50 representa um duro golpe em quem produz, vende, investe, emprega, paga impostos e acredita no Brasil”, argumentam as entidades.