A multinacional de energia EDP, maior empresa de Portugal no Brasil e também maior acionista da Celesc, tem investido alto em cultura em São Paulo, onde tem a sua matriz no país. A companhia, presidida por Miguel Setas, foi a primeira a anunciar, no ano passado, patrocínio para a restauração do Museu Ipiranga. Além disso, é a principal patrocinadora da reconstrução do Museu da Língua Portuguesa. Juntos os dois projetos somam investimentos de R$ 32 milhões. Em reconhecimento à importância desses apoios, Miguel Setas foi homenageado com a medalha Ordem do Ipiranga.
A medalha é a principal condecoração do governo paulista entregue a quem presta serviços relevantes ao Estado. Além de Setas, receberam a comenda na última quarta-feira os presidentes do Banco Itaú, Cândido Bracher; do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, e da Pirelli Latam, Cesar Alarcon.
Na Celesc, a EDP detém desde o final de 23% do capital total, mais do que o governo do Estado. Sua influência maior ocorre por meio do conselho de administração da companhia, onde é representada. Nesta segunda-feira, o presidente da estatal, Cleicio Martins, anunciou orçamento de R$ 1,2 bilhão, sendo mais de R$ 800 bilhões em investimentos.
