A indústria brasileira consegue dialogar um pouco mais com o presidente da República Jair Bolsonaro. Nesta quarta-feira, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) homenageou o presidente com a entrega do Grande Colar da Ordem do Mérito Industrial, a mais importante homenagem prestada a autoridades pela indústria brasileira.
O presidente da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, aproveitou o encontro para defender pautas que, na avaliação da entidade, ajudarão a levar o setor para frente. Encaminhou documento que cobra mais investimentos em infraestrutura de transportes em Santa Catarina, realização da reforma tributária, avanço nas concessões e a participação da indústria nas negociações para a redução da Tarifa Externa Comum (TEC).
No evento, o ministro da Economia, Paulo Guedes, teve um encontro reservado com representantes do setor calçadista e de confeções, no qual Aguiar participou e defendeu os pleitos do setor(foto).
Segundo Aguiar, a realização das reformas é a grande prioridade da indústria catarinense. Os investimentos em infraestrutura também são fundamentais porque a malha rodoviária do Estado opera acima da capacidade instalada. A entidade cobrou a continuidade de obras nas rodovias BR-163, BR-470, BR-280, BR-282 e mais investimentos em conservação e manutenção para rodovias no Estado.
Bolsonaro afirmou que o brasileiro tem uma capacidade enorme de inovar e é empreendedor. O que precisa é de liberdade. Por isso, dar liberdade ao setor produtivo é uma prioridade da atual equipe econômica.
O presidente também falou sobre a Argentina, maior vizinho e um dos maiores parceiros comerciais. Disse que o Brasil está pronto para implementar, o mais rápido possível, o acordo Mercosul-União Européia.
Força da indústria
O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, destacou a força do setor em números. Segundo ele, a indústria brasileira responde por 21,2% do PIB do país, 20% dos empregos formais, 70,8% das exportações de bens e serviços, 67,4% dos investimentos em pesquisa, 28,7% da arrecadação previdenciária e 34,2% da arrecadação de impostos federais.
A comitiva de SC liderada por Aguiar foi integrada pelos industriais Albano Schmidt, André Odebrecht, Antídio Lunelli, Bárbara Paludo, Carlos Martinelli, Cesar Gomes, Evair Oenning, Gilberto Heinzelmann, Ilceo Rafaelli, Irani Pamplona, José Altino, José Carlos Sprícigo, Leonardo Fausto Zipf, Moacir Marafon, Neivor Canton, Olvacir Fontana, Ronaldo Baumgarten, Rui Altenburg, Vilson Hermes, Vicente Donini e Waldemar Schmitz.
