Empresa de Florianópolis vai abrir segunda filial nos EUA

Compartilhe:

O empresário brasileiro-americano David Neeleman, fundador da Azul Linhas Aéreas, fez palestra inspiradora ontem à noite para empresários e executivos da área de segurança eletrônica do país. O evento Leader Conference foi promovido pela Segware, empresa do polo de tecnologia de Florianópolis que é líder nacional em segurança eletrônica. O seu principal sistema, o Sigma, está em mais de 80% dos ambientes monitorados no Brasil. Desde novembro do ano passado, a família Neeleman é sócia da Segware, fundada e presidida pelo jovem Luiz Henrique Bonatti.

Continua após a publicidade

Além do evento em que Neeleman falou sobre sua trajetória como fundador da Azul, os dois empresários anunciaram que a Segware vai abrir sua segunda filial nos EUA, na cidade de Salt Lake City, capital do Estado de Utah. A empresa tem filial em Miami, que atende 11 países da América Latina, entre os quais México, Costa Rica e Colômbia.

– Achamos que temos um mercado enorme fora do Brasil. Usando hardware que desenvolvemos lá e o software daqui, teremos muito mais a oferecer ao mercado – afirma Neelemann. 
 

Continua após a publicidade

O Silicon Slopes de Utah

Tanto para os Estados Unidos quanto para o mundo, o Silicon Valley, na Califórnia, segue como o endereço principal do setor de tecnologia. Mas ganha projeção também o Silicon Slopes Utah, ou seja, o vale montanhoso de tecnologia em Salt Lake City. É nessa cidade que será instalada a filial da Segware, que vai gerar de 40 a 60 novos empregos em um ano e receberá investimento de US$ 15 milhões. Além de sediar os negócios da família Neeleman, esse vale é mais barato que o do Silício, afirma Luiz Henrique Bonatti. Conta com importantes universidades e já sedia unidades de empresas como a Microsoft, Oracle e Adobe, entre outras. Neeleman conta que seu irmão tem na região uma empresa de tecnologia avaliada em mais de US$ 5 bilhões. 

Desafios da Azul

A Azul Linhas Aéreas espera a inauguração do novo aeroporto de Florianópolis para ampliar o número de voos para a Capital. Segundo David Neeleman, a companhia está crescendo no Brasil, apesar das dificuldades econômicas. Ele diz que a maior preocupação é o preço do petróleo porque o combustível representa de 35% a 40% do custo total da companhia. Ele acredita que o preço do barril de petróleo não vai superar US$ 70 e, em cerca de cinco anos, cairá mais devido a novas tecnologias de exploração.  

 

Leia outras publicações de Estela Benetti