A Engie Brasil Energia encerrou 2019 com receita líquida de R$ 9,8 bilhões, 11,5% superior a do ano anterior, e o Ebitda de R$ 5,2 bilhões foi 18,2% maior. O lucro líquido, de R$ 2,3 bilhões, ficou estável frente ao do ano anterior. A companhia conseguiu manter o resultado final, mesmo com os elevados investimentos que fez ao longo do ano em setores diversos.
A Engie, por meio da sua controladora Engie SA, junto com a CDPQ, integrou o consórcio que adquiriu a Transportadora Associada de Gás (TAG) em junho por R$ 35 bilhões. Além disso, a companhia adquiriu o projeto Novo Estado Energia do Norte do país, uma concessão para construir, por R$ 410 milhões, 1.800 quilômetros de linhas de transmissão e subestações.
O presidente da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini, explica que o lucro ficou quase igual ao de 2018 principalmente em função do impacto dos juros e correções monetárias das dívidas assumidas para viabilizar a expansão recente. Isso será suavizado nos próximos exercícios, adiantou ele.
A companhia detalhou no balanço que a boa geração de caixa (Ebitda) resultou de um conjunto de fatores, como a contribuição dos ativos adquiridos ou que entraram em operação no ano, o desempenho positivo das usinas e a indenização recebida por descumprimentos contratuais durante as obras da Usina Termelétrica Pampa Sul.
Outro destaque da Engie no ano passado foi a venda de energia limpa para marcas fortes do varejo.
– Exemplos disso são as parcerias firmadas com a L’Oréal Brasil e Grupo Claro, para fornecimento de energia renovável, que contribuem para a descarbonização dos processos produtivos de nossos clientes – disse Sattamini.
A empresa também fechou a venda de créditos de carbono da usina térmica de Lages para o Banco Itaú.
