Escolhas de Bolsonaro e expectativas geradas

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Eleito com promessas de adoção de política econômica liberal e de combate à corrupção, o futuro presidente Jair Bolsonaro tem acertado na escolha de alguns nomes, mas segue gerando apreensão com determinados planos ou promessas eleitorais.

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O sim de segunda-feira do economista Joaquim Levy para presidir o BNDES com ênfase para infraestrutura, inovação e privatizações agradou o mercado. Outro encaminhamento de ontem, de que a reforma da Previdência ficará para o ano que vem e poderá ser mais profunda do que a que está tramitando no Congresso também é um ponto positivo para a economia. Isso porque as contas da União, Estados e municípios precisam disso para um ajuste mais equilibrado.

O plano de autonomia do Banco Central traz segurança aos investidores e seria recomendável que fosse aprovado. Além disso,  nomes como o do juiz Sérgio Moro para a Justiça e de Teresa Cristina para a Agricultura também agradaram ao mercado.

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Mas entre as promessas que inquietam o mundo econômico do país e exterior estão os sinais de restrições para investimentos chineses, que são os maiores dos últimos anos em projetos de infraestrutura, a pouca valorização do Mercosul apesar da proposta de união aduaneira não ser tão ruim para o Brasil e a intenção de mudar a embaixada do país em Israel para Jerusalém.

Muitas dessas intenções deveriam ser deixadas de lado porque vão inibir negócios do país com o exterior, justamente nesse que é um dos pontos mais fracos da economia brasileira. O que se espera é que com ajuda do Itamaraty, tudo isso seja melhor pensado.

O presidente eleito também deveria ser mais cauteloso na escolha de ministérios a serem fechados. A intenção de encerrar a pasta do Trabalho e incluir suas atividades junto com outra está causando grande confusão na cabeça de trabalhadores e pessoas menos informadas.

Muitos pensam que a extinção dessa pasta vai acabar também com o seguro-desemprego, abono, reajustes salariais, FGTS e INSS, ou seja, toda a série de benefícios garantidos aos trabalhadores pela CLT há mais de 70 anos. O fim do ministério do Desenvolvimento causa preocupação à indústria. Bolsonaro precisa avaliar melhor suas intenções e ser mais ponderado.

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Turismo entre SC e Argentina

Um dos pontos fortes do Mercosul é a facilidade para se fazer turismo nos países do bloco. O intercâmbio maior é entre argentinos, brasileiros e catarinenses. Por isso ontem, numa parceria entre a Câmara de Comércio, Indústria e Turismo Argentina-Santa Catarina e o Consulado da República Argentina em Florianópolis foi realizada uma rodada de negócios no Sesc Cacupé, na Capital.

Líderes das secretarias de turismo de Ushuaia e El Calafate e do Órgão de Turismo de Mendoza e Mendoza Bureau apresentaram para operadores de viagem de SC oportunidades para esses dois destinos, mais conhecidos como Mendonza e Patagônia Fantástica. EmUshuaia, 20% dos turistas são brasileiros e Mendonza, terra dos vinhos, espera somar 100 mil visitantes brasileiros até o final deste ano. E Santa Catarina espera, mais uma vez, milhares de argentinos no próximo verão.

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Na foto, a partir da esquerda, Ido José Steiner, vice-presidente do Comércio Exterior da Facisc; o Cônsul Adjunto da Argentina Fernando Flores, Bruno Breithaupt presidente da Fecomércio SC e José Luis Recchia, secretário de turismo de Ushuaia.

 

De vento em popa

Impulsionado pelas vendas para a Ásia por meio de uma nova linha e da demanda catarinsense, o Porto de Imbituba registrou crescimento de movimentação de cargas de 16% de janeiro a outubro frente ao mesmo período do ano passado. Além disso, vai fechar o ano com investimentos de R$ 17 milhões em infraestrutura. Entre as novas cargas que passou a movimentar estão arroz com casca e toras de madeira. Até o mês passado, movimentou 4,5 milhões de toneladas. Os principais destinos de exportações são a China, Estados Unidos e Holanda.

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Para trabalhar

A Flex, empresa catarinense de gestão de relacionamento, fundada e presidida por Topázio Silveira, acaba de implantar em sua plataforma tecnológica a tecnologia Speech Analytics, em parceria com a Interaxa, usando tecnologia baseada em Nexídia. É um sistema que analisa gravação de voz, entre outros diferenciais. A Flex é uma das empresas de SC no seleto grupo das 150 Melhores para Trabalhar da revista Você S/A.

 

Enoturismo

Acontece na próxima sexta-feira, na Unisul da Pedra Branca, um painel de debates sobre Enoturismo, incentivo, infraestrutura e participação do poder público. O evento integra o Wine Festival Pedra Branca. Vão participar lideranças de municípios produtores de vinhos e empresários do enoturismo.

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