Estudo da Facisc estima que 1,6 milhão de catarinenses podem receber o auxílio emergencial 

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Um dos quadros do estudo da Facisc mostra a força de trabalho de SC Foto:Reprodução

A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) fez um estudo para avaliar impactos do auxílio emergencial de R$ 600, também conhecido como Coronavoucher, que o governo federal está pagando para famílias de menor renda desde o mês passado. A entidade estimou que 1,6 milhão de catarinenses podem ter acesso ao auxílio, o que corresponde a 22,7% da população estadual. O valor a ser pago em três meses no Estado é estimado em R$ 4,7 bilhões, o que corresponde a 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB) catarinense.

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O estudo apontou que essa ajuda vai repor 28,7% da perda de renda dessas pessoas do Estado no período. O auxílio é para pessoas de baixa renda, informais, desempregados e microempreendedores individuais (MEIs) que ficaram sem atividade durante a pandemia.

No Brasil, o potencial de contemplados pela medida é de 68,5 milhões de famílias, o que corresponde a 32,6% da população. A ajuda deve totalizar R$ 123,3 bilhões a serem pagos em três meses e vai repor 38,2% da renda dessas pessoas mais vulneráveis.

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O presidente da Facisc, Jonny Zulauf, explica que um dos principais objetivos do estudo é entender como cada medida econômica do governo impacta a economia catarinense na redução dos os efeitos negativos da crise causada pelo novo coronavírus.

Vale destacar que uma parte das pessoas que mais necessitam ainda não conseguiu receber a primeira parcela. Entre essas pessoas estão as que não têm documentos. Por enquanto, cerca de 50 milhões de pessoas estão credenciadas para receber o benefício no país. A Caixa iniciou nesta segunda-feira os depósitos da segunda parcela para quem tem conta na instituição.

Uma boa notícia a esse grupo de brasileiros é que tanto o governo federal quanto o Congresso Nacional consideram que será necessário pagar esse coronavoucher por mais tempo e já estudam medidas nesse sentido. Há um projeto no Senado para pagamento por mais três meses, outro para que se estenda até o final do ano e mais um que propõe o pagamento de um salário-mínimo.

Só que tudo isso precisa ser ponderado porque analisas de contas públicas alertam que o Brasil não tem dinheiro para pagar tudo isso e que a medida foi muito abrangente. Poderia ser mais restrita para pessoas de uma faixa menor de renda. O próprio governo planejava distribuir apenas R$ 200 por mês.