Fiesc cobra do governo federal reeleito urgência no controle de despesas e reindustrialização do Brasil

É preciso equilíbrio macroeconômico e previsibilidade jurídica para seguir gerando emprego e renda, alerta a entidade na nota

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A Fiesc representa o setor industrial de SC que conta com mais de 60 mil empresas que geram 935 mil empregos diretos (Foto: Paulo Pinto, Agência Brasil, Divulgação)

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) afirma que o governo federal reeleito necessita tomar medidas urgentes para melhorar a grave situação fiscal enfrentada pelo país. A entidade argumenta que para gerar emprego e renda, são necessários rigoroso controle de despesas, responsabilidade fiscal e previsibilidade jurídica.

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A nota institucional da Fiesc, que é assinada pelo presidente da entidade, Gilberto Seleme, alerta também que os novos compromissos assumidos pelo governo federal antes da eleição e no período eleitoral pressionam o equilíbrio macroeconômico, com impactos na inflação e crédito.

Para reindustrializar o país

“A Fiesc também considera fundamental que no novo mandato, o presidente oriente uma política industrial efetiva, capaz de reindustrializar o país e reverter a falta de competitividade do setor”, alerta Seleme.

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De acordo com o industrial, o modelo econômico do momento favorece importações de produtos acabados, mas a indústria local não tem condições isonômicas para competir com esses produtos que vêm de fora.

Cenário desafiador

“Apesar do cenário desafiador, a indústria de Santa Catarina é movida por uma vocação histórica de resiliência e trabalho duro. Ao longo de sua trajetória, o empresariado e os trabalhadores catarinenses demonstraram capacidade ímpar de superar crises, reinventar negócios e manter a produtividade mesmo nos momentos mais adversos”, enfatiza a Fiesc.

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Leia a nota na íntegra:

“Institucional

Posicionamento da FIESC sobre o resultado do Pleito Presidencial

Florianópolis, 26.10.2026 – O resultado das eleições eleva a preocupação do setor industrial catarinense com a atual trajetória das contas públicas e a grave situação fiscal que o Brasil enfrenta. A intensificação de gastos extraordinários e a ampliação de compromissos assumidos ao longo do período eleitoral tendem a pressionar ainda mais o equilíbrio macroeconômico, com potenciais reflexos na inflação, no custo do crédito e na atratividade para novos investimentos.

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Para que o setor produtivo possa gerar empregos e renda, é imprescindível que o governo federal adote, com urgência, uma agenda de rigoroso controle de despesas, responsabilidade fiscal e previsibilidade jurídica.

A FIESC também considera fundamental que no novo mandato, o presidente oriente uma política industrial efetiva, capaz de reindustrializar o país e reverter a falta de competitividade do setor.

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O atual modelo favorece a importação de produtos acabados, enquanto a produção local não tem condições isonômicas para fazer frente à concorrência internacional.

A Federação espera que os representantes eleitos pelo estado, especialmente os mais próximos do Executivo, atuem para corrigir as graves deficiências de infraestrutura que SC enfrenta, especialmente nas rodovias federais.

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Apesar do cenário desafiador, a indústria de Santa Catarina é movida por uma vocação histórica de resiliência e trabalho duro. Ao longo de sua trajetória, o empresariado e os trabalhadores catarinenses demonstraram capacidade ímpar de superar crises, reinventar negócios e manter a produtividade mesmo nos momentos mais adversos.

Confiante nessa força transformadora e no espírito empreendedor do nosso estado, a FIESC manterá os canais abertos de diálogo institucional para defender as reformas necessárias e a busca por um ambiente competitivo e sustentável para a indústria e para o Brasil.

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Gilberto Seleme, presidente da FIESC

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC”