Fiesc elogia diálogo de Lula com Trump pelo fim do tarifaço, mas discorda de manifestações eleitorais

Setor produtivo defende negociações pelo fim do tarifaço dos EUA contra o Brasil

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O aperto de mão de Lula e Trump na visita do presidente brasileiro à Casa Branca em maio deste ano. Foi amigável, mas não evitou o tarifaço de julho (Foto: Divulgação)

Defensora de negociações pelo fim do tarifaço dos Estados Unidos porque Santa Catarina tem a economia altamente afetada pela medida, a Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) divulgou notícia elogiando a conversa do presidente Lula com o presidente americano Donald Trump. Mas a entidade ressaltou que as discussões devem ser tratadas com a urgência que o grave cenário atual exige, sem interferências de cunho político-eleitoral.

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“É fundamental que cessem manifestações inflamadas buscando dividendos eleitorais”, disse Gilberto Seleme, presidente da Fiesc.

Para a entidade, a informação do governo brasileiro de que, a partir do telefonema, equipes técnicas dos dois países voltarão a conversar é positiva. É o que o setor produtivo catarinense sempre defendeu: pragmatismo, diplomacia empresarial e foco no diálogo institucional.
“A negociação comercial é o único caminho sustentável para evitar retaliações em cadeia e a retração das exportações industriais”, alertou também o presidente da Fiesc.

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As tarifas adotadas pelos EUA nas importações de produtos brasileiros afetam 94,5% do faturamento das exportações de SC ao mercado americano. Isso em função do impacto do tarifaço de 37,5% e da tarifa a aço, alumínio, veículos e autopeças, que está em vigor desde o ano passado.

No final da nota, a Fiesc reforça que seguirá acompanhando de perto as conversas dos dois governos. Isso porque o estado está sendo afetado na sua competitividade e geração de empregos em função dessas tarifas.