O número de catarinenses que trabalham nas suas residências, o chamado home office, segue caindo, mas Florianópolis, tem realidade diferente. Enquanto a capital de Santa Catarina foi a 4ª com maior porcentual nesse modelo de contrato, o estado ficou em 4º lugar entre os que tiveram menor porcentual de home office. É o que mostra a pesquisa PNAD Contínua Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2025, do IBGE.
Santa Catarina teve, no ano passado, 197 mil pessoas trabalhando em home office incluindo a atividade híbrida (dias na empresa e dias em casa), o que correspondeu a 5,1% do total de empregados contratados no estado. No ano anterior eram 5,8% do total de trabalhadores. O estado ficou atrás somente do Acre, Rondônia e Mato Grosso.
Florianópolis em 4º lugar
Com maior resultado do Produto Interno Bruto (PIB) vindo do setor de tecnologia e conhecida como a “Capital Nacional das Startups”, Florianópolis, segue como destaque nacional no trabalho em home office, de acordo com dados do IBGE.
Em 2025, ficou em quarto lugar nesse ranking entre as capitais do país, com 13,7% das pessoas nesse modelo, o equivalente a 34 mil trabalhadores, atrás apenas de Porto Alegre (18,7%), Recife (15,4%) e Belo Horizonte (15,2%).
Mas, a exemplo da média do estado catarinense, a capital também vem registrando retração nos últimos anos. Em 2022, eram 19,8% no home office. De 2024 para 2025, o recuo chegou a 3,6 pontos percentuais. O dado não inclui setor público e trabalhadores domésticos.
Florianópolis conta com empresas de tecnologia que oferecem trabalho em home office para quem atua na cidade, em outras cidades de SC e de estados brasileiros e, também, em outros países, embora não com tanta frequência.
Uma tendência internacional que coloca a cidade numa situação contrária a essa é o fato de Florianópolis ser uma cidade cada vez mais cosmopolita e atrair número crescente de “nômades digitais”.
Esses são os trabalhadores do setor de tecnologia que podem estar em qualquer lugar do mundo, mas escolhem a cidade para residir. Uma estimativa digital apontou que a cidade tinha em 2025 perto de 6 mil nômades digitais e a tendência é crescente.
Redução do home office no estado
Na maioria das outras cidades de SC a tendência do home office é outra. O pico foi no pós-pandemia, em 2022, quando 378 mil catarinenses trabalharam em casa, 9,7% do total de empregados no estado, segundo o IBGE. Agora, esse percentual está em 5,1% e pode cair mais.
O estado se destaca pela maior formalização do mercado de trabalho, com o maior porcentual de pessoas com carteira assinada e o maior percentual de pessoas que trabalham nas empresas, 73,1% do total, segundo o IBGE nessa sondagem de 2025.
O que faz as empresas preferirem trabalho presencial é a maior produtividade, integração de equipes e melhor compartilhamento da cultura específica de cada empresa para desenvolver suas atividades.
