O Estado de Santa Catarina encerrou 2019 com mais de 841 mil empresas ativas. O município com o maior número de CNPJs é Florianópolis, com 86.345, seguido por Joinville com 71.386, Blumenau 48.123, Itajaí 34.802, São José 32.366, Balneário Camboriú 27.581, Chapecó 25.546, Palhoça 23.577, Criciúma 22.063 e Jaraguá do Sul 18.561.
O empresário Piter Santana, presidente da Ampe Metropolitana (Associação de Micro e Pequenas Empresas da Grande Florianópolis) destaca que as micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais são a base da economia do Estado. Esse grupo de empresas detém 98,3% dos CNPJs de SC, observa Santana.
Ele chama a atenção também para a força das três principais economias da Grande Florianópolis: a própria Capital, São José e Palhoça. Juntos, esses três municípios sediam 142.288 empresas, que representam 16,9% do total do Estado.
Nos dados parciais analisados por Santana relativos a ano passado no Estado, de 133.141 empresas abertas, o saldo positivo (excluindo os fechamentos) ficou em 94.197. No ano anterior, 2018, foram apenas 17.771 novas empresas. Os setores que mais abriram negócios ano passado foram comércio, reparação de veículos e motocicletas (33.166), seguidos pela indústria de transformação (15.663), construção (14.367), alojamento e alimentação (12.065), outras atividades e serviços (11.924).
Para o presidente da Ampe Metropolitana, os governos e legisladores precisam priorizar o apoio ao empreendedor como estratégia de desenvolvimento sustentável.
– Os números de Florianópolis são consequência de políticas públicas de incentivo aos pequenos que foram implantadas a partir de sugestões da Ampe Metropolitana. Precisamos levar este exemplo a todo o estado e ao país – sugere Piter Santana.
Segundo ele, o programa Juro Zero, de Florianópolis, está sendo referência para o governo federal que estuda um programa semelhante a ser lançado neste ano. Uma articulação com esse objetivo está sendo liderada pela Ampe Metropolitana junto ao Ministério da Economia.
