Força ao comércio local: Fecomércio SC entrega 302 prêmios a consumidores que compraram nas suas cidades

Para enfrentar concorrência das “blusinhas e das Bets, a federação fez campanha de apoio ao comércio local ao distribuir meio bilhão de reais em prêmios

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O presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni (C), com o vice-presidente Marcelo Gevaerd (D) e o diretor financeiro Bento Ferrari (E) durante entrevista sobre a premiação (Foto: Estela Benetti)

Em Santa Catarina, nos próximos dias, 302 consumidores de 51 cidades começam a receber os prêmios que ganharam na campanha “Comércio Local é Legal” realizada pela Federação das Empresas de Comércio, Serviços e Turismo (Fecomércio SC), para incentivar o consumo no varejo local, frente à concorrência das “blusinhas” e Bets. Serão entregues dois automóveis zero quilômetro Volkswagen Polo Track, 150 Smartvs de 50 polegadas e 150 fornos elétricos Fischer.

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Durante a campanha, os consumidores ganhavam um cupom a cada R$ 200 em compras e mediante cadastro no QR Code da campanha. Esta foi a segunda edição da campanha com R$ 500 mil em prêmios, o dobro da primeira, que teve um total de R$ 250 mil para premiação. A entidade repetirá a iniciativa no próximo ano em função dos efeitos positivos alcançados.

O presidente da Fecomércio, Hélio Dagnoni, ressaltou que é uma iniciativa que vai continuar e a ênfase é a valorização das empresas do estado, para gerar emprego e renda em Santa Catarina. A campanha nasceu para que o comércio local tenha mais condições para competir com os importados sem impostos, as “blusinhas” e as Bets.

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Frente às Bets e “blusinhas”

“As Bets estão atraindo muitas pessoas para os jogos. Tem gente pedindo demissão para sacar o Fundo de Garantia (FGTS) para pagar dívida de Bet. Isso está gerando muitas dores de cabeça para as famílias e nós não queremos isso. Por isso, incentivamos o comércio”, afirmou Hélio Dagnoni ao comentar a concorrência das Bets com o comércio das cidades.   

O presidente da Fecomércio alertou também para o risco dos importados à indústria e ao comércio nacionais diante do fim da taxa das “blusinhas”. Alertou que nesse caso, são são só blusinhas, mas todos os produtos comprados por até US$ 50. Inclui celular, calçados e peças de máquinas, observou. Segundo ele, além das plataformas asiáticas foram criadas duas no Paraguai para competir ainda mais.

“Você recorda que, anos atrás, os Estados Unidos acabaram a sua indústria de confecções e passaram a produzir tudo na China. Você ia para os EUA e todos os produtos tinham etiqueta “made in China”. Se passarmos a produzir na Ásia, vamos perder empregos, renda e impostos”, alerta Dagnoni para quem deve haver isonomia na tributação.

Fortalecimento do comércio

O vice-presidente de Varejo da Fecomércio SC, Marcelo Gevaerd, destacou que a campanha cumpriu o objetivo de fortalecer o comércio das cidades por meio do incentivo a compras locais.

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“O principal é colocar a todos os nossos catarinenses a valorização do comércio local. Eu sempre digo que se não tivermos um comércio forte na nossa região, pode ser certeza que uma cadeia toda da economia sofre. Se não comprar de empresas locais, um familiar, amigo ou vizinho da pessoa pode perder o emprego”, afirma Marcelo Gevaerd.