Gás sustentável feito com dejetos de animais começa a ser ofertado em SC e setor terá projetos que somam R$ 4,3 bi

Projeto pioneiro de distribuição em SC uniu SCGÁS, Vossko e a H2A Bioenergia, empresa que prevê investimentos bilionários em diversos estados brasileiros

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Executivos de empresas parceiras no projeto de biometano e autoridades de SC participaram no evento de assinatura da parceria na Fiesc (Foto: Cassiano Ferraz, Divulgação)

Parceria da concessionária de gás natural SCGÁS, mais a H2A Bioenergia e a multinacional produtora de alimentos industrializados de frango Vossko, que resultou na estreia da distribuição de biometano canalizado em SC, promete acelerar investimentos nessa área no estado. Durante a assinatura do contrato, nesta terça-feira (14), a AHA informou que tem mais oito projetos de usinas de biometano para o estado, de um total de 26 no Brasil que vão somar investimentos de R$ 3,4 bilhões nos próximos anos.

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A estreia do biometano em redes de gasodutos da SCGÁS contou com evento de assinatura de contrato na sede da Federação das Indústrias de SC (Fiesc) com a presença de lideranças das empresas e outras dos setores energético e industrial de SC. O foco da oferta do biometano, inicialmente, é o consumidor industrial.

– Esse projeto representa uma conquista porque a produção de biometano era dificultada pela logística. Os potenciais de produção estão mais no interior do estado, dispersos, enquanto o consumo está mais no litoral. Agora, começamos a superar essa dificuldade – afirmou o presidente da SCGÁS, Otmar Müller.

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De acordo com Müller, o biometano é uma alternativa de combustível sustentável para indústrias e também para caminhões a gás. Essa geração do interior é feita com dejetos de animais, mas as cidades também podem gerar com lixo orgânico. Ele informa que prefeituras estão procurando a SCGÁS com esse objetivo.

O presidente da Celesc e presidente do conselho da SCGÁS, Edson Moritz, que representou o governador Jorginho Mello no evento, afirmou que esse foi um dia memorável por consolidar a participação da SCGÁS na distribuição de biometano. Disse que era um dia especial também porque nasceu a neta dele Luiza, e a geração dela será a grande beneficiada do esforço que todos fazem pela preservação do meio ambiente.

Projeto bilionário inclui SC

A empresa de Florianópolis H2A Bioenergia, que iniciou este fornecimento a partir de usina em Campos Novos, informou que tem mais oito projetos de usinas de biometano no estado e outros no Brasil, totalizando plano de investimentos de R$ 3,4 bilhões nos próximos anos.

De acordo com o presidente da H2A, Adilson Teixeira Lima, o plano da empresa inclui 26 projetos no Brasil (incluindo os de SC), para produção de 774 mil metros cúbicos por dia de biometano, em seis estados. Desses, oito serão em Santa Catarina.

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A usina que vai atender a Vossko por rede de gasoduto em SC é em parceria com a cooperativa Coopercampos, de Campos Novos e recebeu investimento de R$ 65 milhões. Esse projeto, já concluído, não faz parte da nova lista de 26 usinas. O biometano será transportado até Lages e colocado na rede da SCGÁS.

Indústria Vossko destaca sustentabilidade

A primeira empresa consumidora de biometano via dutos de gás no estado será a multinacional Vossko, da Alemanha, por meio da unidade de Lages. A Vosko do Brasil foi representada pelo CEO Joachim Gerecht, e pelo gestor de manutenção Nino Marcel Bröcker. A empresa, que produz frango industrializado para exportação, decidiu substituir o gás natural por biometano por ser mais sustentável.

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-Temos um programa de ESG e, considerando também os interesses dos nossos clientes, encaixou muito a necessidade de ter biometano como insumo na nossa fábrica – disse o CEO Joachim Gerecht.

O executivo Nino Marcel Bröcker informou que a ampliação da oferta do biometano será gradativa porque o projeto está começando agora.

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O evento da assinatura do acordo contou  também com a participação do presidente do Conselho de Meio Ambiente da Fiesc, José Lourival Magri, do presidente da Agência Reguladora de SC (Aresc) João Carlos Grando, do diretor da Aresc, Silvio César dos Santos Rosa, representantes de acionistas da SCGÁS e outras lideranças.