Em tempos de aperto, fala-se muito em gasto público. Para Florianópolis, tornou-se pauta central depois de três anos consecutivos de déficits orçamentários. O último divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional, de 2016, foi de R$ 107,5 milhões, o maior da era Real.
A crise econômica, que fez minguar a arrecadação, e a dificuldade em rever o IPTU e a taxa de lixo contribuíram para esse cenário. Mas não foi só isso. Entre 2013 e 2016, durante a administração de Cesar Souza Jr. (PSD), o gasto com comissionados cresceu 40%, passou de R$ 19,1 milhões para R$ 27,8 milhões, conforme dados obtidos com exclusividade pela coluna via Lei de Acesso à Informação junto à prefeitura da Capital
O levantamento levou em conta, além dos salários pagos aos comissionados, as gratificações a servidores que cumprem função comissionada. Se fosse apenas corrigido pela inflação (IPCA), o valor teria alcançado R$ 24 milhões em 2016, quando a gestão contava com 521 postos desse tipo, embora tenha chegado a impressionantes 656 em 2015. Na gestão imediatamente anterior, foi de
R$ 13,5 milhões a R$ 15.9 milhões (2009-2012), encerrando com 520 cargos.
No ano passado, a despesa caiu 30% ao atingir R$ 19,5 milhões para 376 cargos. Vale lembrar que o bom uso do dinheiro público não é mais do que obrigação dos gestores eleitos para a função, mas de tão raro que é no Brasil, pensa-se que merece até alguma comemoração.Procurado para comentar, Cesar Souza Jr. não se pronunciou a respeito.
Gasto com comissionados cresceu 40% na Capital em quatro anos
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