Governador elogia ajuda federal e admite restrições regionais para controle da Covid-19

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Moisés informa ao Lide que ajuda federal a SC será perto de R$ 2 bilhões Foto: Reprodução

Palestrante convidado do Lide – Grupo de Líderes Empresariais – nesta sexta-feira, o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés falou para empresários do Brasil em live sobre impactos do coronavírus no Estado. Ele elogiou o pacote de auxílio a Estados e municípios e disse que Santa Catarina, após ser o primeiro Estado a decretar lockdown, em 17 de março, não deverá recorrer a essa medida de novo. Mas admitiu que algumas regiões poderão ter novas restrições.

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O governador abordou o tema “Cenário atual nos estados e medidas em defesa da vida e da economia” durante mais de uma hora. A mediação ficou com o presidente do conselho do Lide Global, o empresário catarinense Luiz Fernando Furlan, conselheiro e acionista da BRF, dona da Sadia e Perdigão, e com João Dória Neto, diretor-executivo do Grupo Dória.

– A ajuda é boa, o pacote foi bom. Apoiamos a aprovação disso – afirmou Moisés sobreo socorro federal aos Estados aprovado no Congresso.

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De um montante de R$ 60 bilhões, dos quais R$ 30 bilhões serão para os Estados, caberá a SC mais de R$ 250 milhões por mês ao tesouro estadual, em quatro meses. Apesar disso, Moisés criticou a forma de distribuição, que levou em conta diversos fatores, não só a perda da arrecadação. Do valor total, R$ 20 bilhões serão para os municípios e R$ 10 bilhões para assistência social. Ao todo, dos R$ 60 bilhões, SC receberá perto de R$ 2 bilhões.

Moisés dedicou bastante tempo para explicar as medidas frente ao coronavírus. Lembrou que SC foi o primeiro Estado a decretar isolamento geral e o primeiro a fazer flexibilização de atividades econômicas. Reafirmou que aulas, transporte coletivo e eventos, que aproximam pessoas, seguirão suspensos.

Criticado pela falta de transparência sobre a metodologia usada para controlar o avanço da Covid-19, o governador contou que há um grupo de especialistas que usa um conjunto de dados com base no modelo do Imperial College, de Londres.

– SC está abaixo do melhor cenário que a curva indicava. Hoje, estamos no cenário menos ruim, ou o mais otimista – afirmou.

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Segundo ele, todos os dias há dados novos, mas se houver necessidade de restringir circulação de pessoas, não há de se falar em fazer isso no Estado inteiro. Serão atacadas as dificuldades regionais à medida que aparecerem, informou.