Inédito no Censo: tecnologia permite agilizar localização de pessoas em tragédias

Georrreferenciamento vai possibilitar maior precisão para mapear residências e moradores; saiba como

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O superintendente do IBGE em Santa Catarina, Roberto Kern Gomes, e o secretário de Planejamento do Estado, Edgard Usuy, durante evento do IBGE (Foto: Acervo IBGE)

Nesta quinta-feira, o IBGE fez em Florianópolis divulgação nacional de mais uma etapa do Censo Demográfico 2022: Agregados por Setores Preliminares – População e Domicílios e Malha de Setores Censitários Preliminares. Um fato novo em relação ao censo de 2010 é que, com o uso da tecnologia, será possível fazer apuração precisa sobre onde está a densidade populacional por residência, isto é, onde estão as residências e quantas pessoas moram nelas.

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Foi possível incluir esse novo serviço com o uso de georreferenciamento com GPS, destaca o superintendente do IBGE em Santa Catarina, Roberto Kern Gomes.

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– Se eu pegar um GPS eu tenho uma coordenada, um número de latitude e longitude que vai dizer exatamente onde eu estou. Eu posso mostrar para qualquer sistema no mundo que ele vai saber onde estou. Isso é especialmente importante quando a gente tem grandes tragédias, como a de Mariana, quando veio um mar de lama que acabou com um bairro inteiro. Aí você tinha 10 metros de lama e não sabia se naquele ponto tinha um domicílio.

A partir deste ano, a gente vai conseguir. Se houver algo dessa natureza, os bombeiros vão chegar lá e vão saber, com o GPS, que debaixo de 10 metros de lama tinha um domicílio onde moravam seis pessoas – explica Roberto Gomes, citando esse exemplo.

Segundo ele, esse georreferenciamento também pode ser usado para definir investimentos do setor público e privado. Isso porque ele informa, considerando regiões, onde está a maior densidade populacional por domicílio.

O evento de lançamento dessa etapa do Censo em Florianópolis, realizado na Associação dos Municípios da Grande Florianópolis (Grandfpolis), contou com as participações da diretora de Pesquisas do IBGE, Elizabeth Hypólito;, da diretora de Geociências, Ivone Lopes Batista; e do diretor de Tecnologia da Informação, Marcos Mazoni, além da equipe de Santa Catarina.

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