Os efeitos do novo coronavírus na economia catarinense têm mantido a inflação de Florianópolis estável desde o início de março. No mês de maio, o Índice de Custo de Vida (ICV) registrou alta de 0,14% após variação levemente negativa de -0,05% em abril e -0,07% em março. A maioria dos preços caíram em maio, mas tiveram altas os grupos de Saúde e cuidados pessoais (2,41%), Artigos de residência (1,13%) e Habitação (0,32%) que evitaram o terceiro mês de deflação.
O ICV é apurado pelo Centro de Ciências da Administração e Socioeconomia (Esag), da Universidade do Estado de Santa Catarina. No ano, a alta do índice ficou em 0,97% e nos últimos 12 meses subiu 2,6%. Segundo o coordenador da pesquisa, o administrador Hercilio Fernandes Neto, a média foi um resultado estável porque o consumo caiu em quase todos os grupos de produtos e serviços pesquisados.
O grupo Alimentação e Bebidas, que responde 20,74% do índice e pesa bastante no bolso do consumidor, caiu 0,8%. A alimentação em casa ficou 1,28% mais barata, com retração nos preços de carne de aves e ovos (-5,04%), carne bovina (-1,5%), leite e derivados (-1,41%) e frutas (-4,07%).
Os transportes, que respondem por 18,41% do indicador, tiveram queda de 0,13% no mês. Os custos com veículos próprios recuaram 1,75%, transporte público tive queda de 2,04%, custos de passagens aéreas caíram 8,94% e combustíveis recuaram 2,42%.
No caso de habitação, que teve alta de 032%, as maiores pressões foram no aluguel (1,02%) e artigos de limpeza (0,14%). Combustíveis domésticos (-0,35%) e reparos (-0,78%) tiveram queda.
Considerando o cenário atual, a maioria dos preços tende a seguir estáveis ou em queda, com exceção dos impactos da seca, variação do dólar e sazonalidade agrícola.
