Infrações que levaram a BRF a buscar acordo de leniência

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Após a Polícia Federal indiciar 43 pessoas da BRF –  incluindo o ex-presidente do conselho da companhia Abilio Diniz, o ex-CEO Pedro Faria, empregados e ex-funcionários  – no âmbito da Operação Trapaça, veio à público também a notícia de que diretoria da empresa procurou o Ministério Público Federal e o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) para negociar um acordo de leniência. A informação é do jornal Valor Econômico, que aponta as razões pelas quais essa abertura de inquérito preocupa muito a companhia.

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O objetivo do acordo é revelar, em detalhes, tudo o que era feito de irregular com a conivência de alguns fiscais do Ministério da Agricultura. Segundo a reportagem, além dos problemas envolvendo licença para operações de fábricas e os testes sobre salmonelas (bactérias que são comuns em frango mas que morrem no cozimento), a empresa usava antibióticos acima do limite permitido e até dois produtos químicos proibidos por terem potencial cancerígeno, o carbadox e anitrofurazona. A empresa teria usado também  dioxina acima do limite. Sabe-se que esse produto é cancerígeno. 

Após as operações Carne Fraca e Trapaça, a empresa informou que corrigiu as irregularidades, mas a revelação dessas práticas abalam muito as duas marcas do grupo, a Sadia e a Perdigão. O setor alimentício não é um negócio financeiro, acima de tudo precisa de confiança porque envolve a saúde das pessoas e de animais.