O empresário catarinense Adir Elizeu Dias, fundador da empresa SVJD Roboitcs, após 10 anos de pesquisas, lançou sistema inovador que automatiza processos produtivos de madeiras. O modelo foi inspirado no setor automobilístico, onde atuou por mais de duas décadas em automação industrial. A tecnologia que ele desenvolveu inclui visão computacional, inteligência artificial e robótica para processos que aceleram em até 300% a produção. As duas linhas contempladas são as de pallets e de molduras.
Diante das necessidades do setor madeireiro, o empresário criou inicialmente dois sistemas que contam com scanners inteligentes para analisar individualmente cada peça de madeira por meio de visão computacional. Estas informações são avaliadas por algoritmos de inteligência artificial. Eles identificam características das peças e definem automaticamente a melhor decisão para cada etapa do processo. Na sequência, sistemas robotizados executam as operações com rapidez e precisão.
Veja imagens da diretoria da SVJD Robotics e de seus robôs:
A linha de pallets (estrados para apoiar e transportar cargas) exige alta velocidade. Já a linha para molduras visa precisão na classificação e melhor aproveitamento de matéria-prima.
O empreendedor, que é natural de Santa Helena, no Paraná, mas cursou engenharia em Jaragá do Sul, Santa Catarina, conta que teve insights para criar essa empresa porque, após trabalho intensivo em montadoras, decidiu buscar uma vida mais tranquila com a família no município de Papanduva, interior de Santa Catarina. Mas lá se deparou com a falta de tecnologia para um setor importante para a economia do estado e do país.
“Percebi que tecnologias amplamente utilizadas em setores como a indústria automobilística ainda não haviam chegado à indústria madeireira. Havia um enorme espaço para tornar esses processos mais inteligentes, mais precisos, automatizados e orientados por dados”, avaliou Adir Dias.
Nas serrarias ele percebeu que etapas importantes da qualidade eram realizadas sem o uso de tecnologia. A classificação da madeira e a definição do melhor corte dependiam da experiência de um colaborador, que tomava centenas de decisões repetitivas num dia, apenas com observação visual.
A SVJD Robotics testou por três anos suas inovações em ambientes industriais. Agora, está na fase de vendas, com foco em todo o mercado nacional. De acordo com Adir Dias, a visão de futuro da empresa é ser referência em automação inteligente para o setor madeireiro, para que a produção seja baseada em inteligência artificial, visão computacional e uso de dados.




