Investimento milionário e até marca adicional: leilão na B3 garante modernização do Centro de Eventos de Florianópolis

Em janeiro de 2027 a nova concessionária do Centrosul vai iniciar série de obras. Até pode ganhar uma marca por ‘naming rights’

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Após bater o martelo da B3, o prefeito de Florianópolis Topázio Neto (C) fez foto ao lado de secretários e lideranças. Juliano Pires (segundo à esq.), a secretária Ketherine Schreiner, os empresários Célio Bernardi e Rubens Régis e o vereador João do Bericó (Foto: Ricardo Reis, B3)

O leilão de concessão do Centro de Eventos de Florianópolis (Centrosul) realizado nesta sexta-feira (18) na bolsa de valores de São Paulo (B3), que teve como vencedora a empresa paulista DMDL, marca uma nova fase para o empreendimento e para a cidade. A partir de janeiro, a nova concessionária vai iniciar modernização de R$ 53,4 milhões. Uma das maiores transformações será a construção de uma via gastronômica à beira-mar, dentro da área do Centrosul.

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O leilão alcançou oferta de R$ 31,5 milhões, com ágio de 90,91%. O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, que acompanhou o evento na B3, em São Paulo, ao lado de secretários e empresários da cidade, afirmou que essa concessão, que prevê ampliação do Centro de Eventos em até 25%, integra conjunto de novos investimentos da cidade. Nessa lista estão o anel viário do BRT, o Parque Marina Beira-Mar e um programa viável de moradias.  

Veja mais imagens do leilão do Centrosul na B3, em São Paulo:

“Atualmente, o Centro de Convenções traz para a cidade mais de 800 mil pessoas por ano que se hospedam em hotéis. Com a nova concessão e ampliação do espaço, esperamos atrair ainda mais eventos. Nos estudos que fizemos para abrir essa concessão apuramos que Florianópolis tem vocação para atrair mais de 90% dos eventos que acontecem no Brasil”, destaca o prefeito da Capital.

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Obras de modernização

O Centrosul será modernizado por dento e por fora, antecipa a secretária de Licitações, Contratos e Parcerias da prefeitura, Ketherine Schreiner. Entre as obras que deverão ser feitas primeiro está um novo acesso ao Centrosul, com recuo na rua para que sejam evitadas as filas na avenida Gustavo Richard, que prejudicam até o trânsito da Beira-Mar.

“A nova concessionária também vai precisar construir um espaço para alimentos e bebidas naquela parte mais próxima da borda da água. Teremos também a realocação da Polícia Civil, que vai para  um lugar mais perto do túnel. Temos também a construção de uma nova passarela por cima da Avenida Gustavo Richard, contemplando principalmente a questão da acessibilidade, que hoje nós não temos ali naquele espaço”, observa a secretária.

Entre as melhorias no complexo externo do Centro de Eventos será feito um novo estacionamento com 350 lugares, um parque e uma área de convivência que será possível com a mudança de lugar da unidade da polícia.

Possível “naming rights”

De acordo com a secretária Katherine Schreiner, Florianópolis tem lei aprovada que permite a colocação de um nome diferente do existente, mas preservando o nome inicial. Então, se essa for a opção do novo gestor, terá que continuar Centro de Eventos de Florianópolis e mais o novo nome, nova marca.

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“É uma receita que entra para a concessionária, mas a prefeitura também recebe uma participação em cima do valor que for arrecadado com isso. É a chamada receita acessória dentro do edital”, diz Katherine Schreiner.

Um equipamento de qualidade

Ao falar sobre o resultado do leilão, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação da prefeitura de Florianópolis, Juliano Pires, desejou êxito para a nova concessionária.

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“O que a gente mais quer é que vocês entreguem um equipamento de qualidade para a nossa cidade. Então, sejam bem-vindos e que vocês possam fazer realmente uma boa entrega para Florianópolis”, afirmou Juliano Pires.

Entre as lideranças que acompanharam o leilão na sede da B3, em São Paulo, ao lado da equipe da prefeitura, estavam o presidente da Associação Empresarial de Florianópolis (Acif), Célio Bernardi, e o presidente do Destino Floripa & Região Convention Bureau, Rubens Augusto Régis e o vereador de Florianópolis, João do Bericó.

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Credibilidade da B3

A decisão da prefeitura de Florianópolis em fazer o leilão na B3, a bolsa de valores do Brasil, visou proporcionar melhor governança em todo o processo, contando com o conhecimento e credibilidade da bolsa brasileira, que é uma das melhores e maiores do mundo.

O prefeito Topazio Neto observou que a disputa acirrada no leilão, entre a DMDL e o Consórcio Floripa Eventos mostrou a importância do Centrosul. O novo projeto vai movimentar ainda mais o turismo, estima o prefeito.

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“Agradecemos a confiança da Prefeitura Municipal de Florianópolis e da Secretaria Municipal de Turismo, Desenvolvimento Econômico e Inovação, que reconhecem a credibilidade e a capacidade da B3 para auxiliá-los em mais um importante processo de parceria com a iniciativa privada. Temos orgulho de, há mais de 30 anos, oferecer um ambiente que promove o encontro de bons projetos a investidores, em prol do desenvolvimento do nosso país”, afirmou Rogério Santana, diretor de Relacionamento com Clientes e Governança em Licitações.