A atividade econômica de Santa Catarina cresceu 0,2% no terceiro trimestre frente ao anterior e 1,6% no acumulado de 12 meses até setembro. É isso que aponta o Índice de Performance Econômica das Regiões de Santa Catarina (IPER-SC) calculado pela Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc) e divulgado nesta quinta-feira.
Esse é o terceiro ano de crescimento consecutivo no Estado, segundo o indicador. Contudo, o ritmo está menor do que em 2017 e 2018. Frente ao mesmo trimestre do ano passado houve crescimento de 0,7% e no acumulado deste ano até setembro, a alta ficou em 0,6%. Segundo o presidente em exercício da Facisc, Antonio Rebelatto, o crescimento está num ritmo menor este ano, mas SC segue acima da média nacional.
Resultados regionais
As regiões que alcançaram maiores crescimentos no terceiro trimestre frente ao imediatamente anterior foram a Serra, com 7,1%; o Extremo Oeste de SC, 2,7%; e a Grande Florianópolis com 2,3%. Também tiveram bons resultados o Norte com 1,6%; seguido pelo Oeste e Meio Oeste que cresceram 1,5% e o Noroeste 1,3%. O Sul cresceu 0,7% e o Extremo Sul 0,4%.
Conforme o economista da Facisc, Leonardo Alonso Rodrigues, o desempenho do agronegócio segue puxando todo o Oeste do Estado. A Grande Florianópolis apresentou resultado melhor graças ao avanço dos serviços.
– O que puxa o Extremo Oeste, Oeste, Meio Oeste e Noroeste é a aceleração das exportações de carnes e as importações de milho para alimentação animal – explica Rodrigues.
Grande Florianópolis
No caso da Grande Florianópolis, ele acredita que os serviços e o turismo vão impulsionar o crescimento nos primeiros meses do ano que vem. As regiões com desempenho negativo foram o Planalto Norte (-0,8%) e o Vale do Itajaí (-2,0). Um dos principais gargalos é a falta de infraestrutura.
O Norte, que inclui Joinville e Jaraguá, cresceu 1,6% no trimestre e 3,8% no acumulado do ano, o que indica a força da dinâmica indústria da região. Nessa mesma comparação, o Extremo Oeste liderou com alta de 5,7%.
O IPER é elaborado com 13 variáveis voltadas à atividade econômica, agrupadas nas seguintes categorias: consumo de energia elétrica, comércio exterior, empregos formais, variáveis bancárias e frota de veículos. Os dados são ajustados sazonalmente pelo procedimento X12-ARIMA.
