Jornada Agosto Lilás da Engie alerta para a violência digital contra meninas e mulheres

Uma de cada dez brasileiras com 16 anos ou mais sofreu violência digital e 2025, apurou pesquisa do DataSenado e Nexus

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Juliana Cunha (C), diretora na Safernet Brasil, e Sílvia Luz (D), diretora executiva na Social Good Brasil fizeram palestra na abertura da jornada, acompanhadas de Luciane Pedro, gerente de Responsabilidade Social da Engie (Foto: Divulgação)

A Engie Brasil realiza a sexta edição da Jornada Agosto Lilás, que visa combater a violência contra a mulher. Neste ano, o tema escolhido é violência digital e o lançamento foi na tarde desta quarta-feira, em Florianópolis. Pesquisa do DataSenado em parceria com a Nexus apurou que em 2025 uma de cada 10 brasileiras com 16 anos ou mais sofreu algum tipo de violência digital.

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O objetivo da companhia é fortalecer o movimento para enfrentar a violência contra as mulheres no país. Nesse trabalho, a Engie não está sozinha. Ela conta com a participação das empresas que integram outro programa em conjunto, o Parcerias do Bem.

A multinacional iniciou a realização da Jornada Lilás em 2020. Desde aquela data, já alcançou cerca de 30 mil pessoas com eventos abordando temas necessários para o combate à violência contra a mulher. Com o tema “Sua atitude importa”, a programação deste ano busca ampliar o debate, mobilizando mulheres e homens de diferentes idades.

“A Jornada Agosto Lilás reforça o compromisso da Engie com a promoção de uma cultura de respeito, equidade e proteção às mulheres. Ao reunir empresas parceiras em torno dessa causa tão importante, ampliamos o alcance da conscientização e mostramos que o enfrentamento à violência depende do engajamento coletivo e de atitudes concretas de cada pessoa. A violência contra a mulher também acontece nos ambientes digitais e exige atenção crescente da sociedade. Queremos ampliar a conscientização sobre comportamentos que podem causar danos e reforçar que cada pessoa tem um papel importante na prevenção, no respeito e na construção de espaços mais seguros, dentro e fora da internet”, afirma Thais Soares, diretora de Sustentabilidade da Engie Brasil.

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O lançamento foi na sede da companhia, em Florianópolis, com palestras da especialista em desenvolvimento infantojuvenil Juliana Cunha, diretora na Safernet Brasil, e Sílvia Luz, diretora executiva na Social Good Brasil.

A escolha do tema visou alertar para um problema crescente. A pesquisa do DataSenado e Nexus comprova que os desafios para a proteção das mulheres estão também nos ambientes digitais.

“A violência contra mulheres e meninas são é um problema só de mulheres e meninas, mas sim de toda a sociedade. As famílias, as escolas, todos precisam se envolver no enfrentamento. Em casa, os pais devem acompanhar a rotina das crianças, saber com quem elas conversam, quais os jogos que brincam, é fundamental abrir o diálogo e navegar junto com os filhos sempre que possível nas diferentes plataformas”, afirmou Juliana Cunha no evento.

A especialista enfatizou ainda que diante de qualquer situação de violência, o primeiro passo é escutar e acolher a vítima, uma escuta que não julgue, que não faça a vítima sentir culpa ou vergonha. Feito isso, é preciso coletar as evidências, sejam prints ou mensagens, e denunciar o crime, orientou Juliana Cunha.

A quem denunciar esse problema:
Polícia Militar 190
Central de Atendimento à Mulher 180
Denuncie a violência digital em new.safernet.org.br/denuncie

Engie e empresas parceiras fazem ampla programação neste mês. Confira a seguir:

A programação da Jornada deste ano abriu no dia 4, no Rio de Janeiro, com palestra conduzida por Conceição de Maria, cofundadora e superintendente-geral do Instituto Maria da Penha, instituição criada com o objetivo de contribuir e fortalecer mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher. O Instituto é parceiro desde a primeira edição da Jornada da ENGIE. Ainda neste mês, ENGIE promove uma nova rodada de palestras com presença de Conceição de Maria em empresas parceiras nos dias 24, 26 e 27 de agosto – no Consórcio Estreito Energia (CESTE), em Estreito (MA); na Jirau Energia, em Porto Velho (RO) e na Nauterra, em Itajaí (SC). Os eventos são abertos para participação presencial ou online de todos os colaboradores da ENGIE e empresas parcerias.

A ENGIE também participou do Seminário de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, promovido pela Obra Social Leste Um, instituição sem fins lucrativos vinculada ao Santuário Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, por meio de uma palestra conduzida pelo Instituto Maria da Penha. O evento reuniu representantes do Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (FONAVID), além de mulheres atendidas pelos projetos sociais da instituição. Ao fim da programação, foi realizada uma solenidade aos pés do Cristo Redentor em celebração aos 20 anos da Lei Maria da Penha, reforçando a importância da mobilização conjunta da sociedade no enfrentamento à violência contra as mulheres.

“Ao longo dessas seis edições, a Jornada tem contribuído para levar informação qualificada e estimular reflexões fundamentais sobre diferentes formas de violência contra a mulher. Neste ano, queremos fortalecer ainda mais a mobilização, destacando que pequenas atitudes podem fazer a diferença. A informação é uma das principais ferramentas para combater a violência. Ao abordar a violência digital com especialistas e colaboradores, buscamos promover reflexões sobre situações muitas vezes naturalizadas, incentivando acolhimento e responsabilidade coletiva”, acrescenta a gerente de Responsabilidade Social da ENGIE Brasil, Luciane Pedro.

Internamente, a ENGIE também conta com o Canal Bem Querer, um espaço confidencial para acolhimento e orientação a colaboradoras do Grupo ENGIE no Brasil, onde a pessoa recebe escuta qualificada, informações sobre direitos e serviços, e encaminhamentos adequados ao seu caso. O atendimento é realizado por profissionais especializados, com registro sigiloso, e respeito integral à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

“A ENGIE atua como uma ponte de acesso à informação, não tendo qualquer intermédio nos atendimentos. Nosso papel é garantir que as colaboradoras tenham acesso a canais seguros, especializados e confiáveis para buscar apoio quando precisarem. Muitas vezes, o primeiro passo para romper um ciclo de violência é conhecer os direitos existentes e os serviços disponíveis”, afirma a head de Diversidade e Inclusão da ENGIE Brasil, Erika Zoeller.


*Sobre a Jornada Agosto Lilás*

A Jornada Agosto Lilás foi criada pela ENGIE Brasil em 2020 com o objetivo de promover a conscientização no combate à violência doméstica contra a mulher. Neste ano, além do Instituto Maria da Penha e das organizações Safernet, Cruzando histórias e Social Good Brasil, a iniciativa conta com o apoio das seguintes empresas que integram o programa Parcerias do Bem: Aliança Energia, Austra Vias, Cantu inc, Ceste, Comerc, Consulado da Mulher, Diamante Energia, Duas Rodas, DVA, Elera Energia, Goedert, Habitasul, Instituto Renault, Jirau, Koerich, Malwee, Nauterra, Oiapoque Energia, Portobello, Porto Itapoá, Portonave, DELAS + SEBRAE, TAG, Técnica Geração, Tigre, Vibra, Voltália, WEG e Zurich Airport.

*Sobre o Parcerias do Bem*

O programa Parcerias do Bem foi lançado pela ENGIE Brasil em 2021 e convida clientes e parceiros de diferentes portes e setores a se engajarem em iniciativas de responsabilidade social. Os investimentos viabilizados até hoje somam R$ 10 milhões em programas de geração de renda, educação, saúde e cultura. Foram mais de 300 projetos firmados, envolvendo mais de 80 instituições e empresas parceiras em diferentes momentos, beneficiando diretamente 75 mil pessoas no país.

Saiba mais em: www.engie.com.br/parceriasdobem