Morre Eliezer Batista, pai de Eike e visionário de portos de Santa Catarina

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Nascido em Nova Era, Minas Gerais e graduado na universidade federal de Curitiba, o engenheiro Eliezer Batista, fundador da Vale e ex-ministro de Minas e Energia, teve influência importante na economia brasileira e, em especial, na logística portuária catarinense. Ele faleceu segunda à noite, no Rio de Janeiro, aos 94 anos, devido a problemas respiratórios. Pai do ex-bilionário Eike Batista, ele fez um sobrevoo no litoral catarinense em 1992 e apontou as regiões que poderiam sediar portos com calado profundo, assim podendo receber grandes navios. Indicou Imbituba e o Norte do Estado. Em função disso, foi construído o Porto de Itapoá, o Porto de Imbituba atraiu investidores privados para o seu terminal de contêineres, e mais dois projetos portuários estão em andamento no Norte em função das suas informações, o Terminal Graneleiro Babitonga (TGB) e o Porto Brasil Sul, este último ainda dependendo de licenças para instalação.

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Anos mais tarde, a partir de 2003, no primeiro mandato do governador Luiz Henrique da Silveira, Eliezer Batista e o seu sócio, o ex-ministro Raphael de Almeida Magalhães, foram contratados para fazer um novo Masterplan ao Estado, plano estratégico de desenvolvimento. Para esse documento, reforçaram a importância dos portos e de ferrovias para liga-los ao Brasil. 

Há também quem atribui a Eliezer a sugestão para o filho Eike ter avaliado terreno para instalar o estaleiro OSX em Biguaçu, bem ao lado da Praia da Daniela, situada no Norte da Ilha de SC. O projeto orçado em mais de R$ 2 bilhões, para a construção de plataformas de petróleo, foi lançado com pompa na Fiesc em 15 de setembro de 2009, em evento que Eike foi acompanhado do pai Eliezer. Os ambientalistas e os moradores do Norte da Ilha protestaram contra o tipo de empreendimento, o ICMbio não concedeu licença ambiental e o empresário decidiu levar o projeto para o norte fluminense.

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Quando o império de Eike quebrou, disse que os projetos não foram bem compreendidos. Dos seus sete filhos, Eike era o que mais se parecia com o pai nas estratégias desenvolvimentistas. Só que os projetos do patriarca deram mais certo, a transformação da Vale numa gigante mundial, criou o programa de mineração Grande Carajás, e no setor privado ajudou a fundar a Aracruz.

Inteligente, com cultura global e falando nove idiomas, Eliezer teve participação destacada em mais de 60 anos na economia brasileira. 

 

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