Mulheres empreendem mais por renda e 35% optam por negócio em casa

Compartilhe:

Carol com a filha, Sofia, e Bruna, com Elis, são exemplos de mães empreendedoras (Foto: Paula Carpi, Divulgação)

Continua após a publicidade

Ter uma atividade rentável e cuidar dos filhos com segurança é um desafio para as mães e cada uma faz da melhor forma, dentro do que permite o ambiente de negócios. Se em Yiwu, cidade chinesa com mais de 4 mil anos que sedia os maiores centros de atacado do mundo é comum ter criança brincando ou dormindo na loja enquanto sua mãe fecha vendas para estrangeiros, no Brasil, dificilmente uma empresária leva o filho para o estabelecimento comercial, mas quem precisa ou quer ficar perto das crianças abre empresas que permitem isso. Levantamento do Sebrae nacional aponta que entre as novas empresárias, 48% empreendem porque precisam de renda e entre os empresários que estreiam nos negócios 37% têm essa necessidade de renda. E entre as empreendedoras, 35% sediam a empresa em casa, o que facilita trabalhar e cuidar dos filhos. Esses números são da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) de 2016 realizada em parceria com o Sebrae e o IBQP. 

Leia a reportagem especial da Revista Versar sobre mães empreendedoras

Continua após a publicidade


O levantamento apurou ainda que a taxa de empreendedorismo de mulheres jovens que abre a primeira empresa no Brasil é de 15,4% enquanto a taxa masculina é de 12,6% nesse mesmo comparativo, para empresas de até três anos e meio. Desse grupo, 40% delas têm até 34 anos contra 36% deles. Além disso, as mulheres têm maior formação que eles mas ainda ganham menos, mesmo no negócio próprio. Enquanto 73% das mulheres têm renda de até três salários mínimos, 59% deles estão nessa faixa. Elas empreendem mais nos setores de gastronomia (16%), serviços domésticos (16%), cabeleireiros (13%) e venda de cosméticos (9%). 


Para o presidente do Sebrae Nacional, Guilherme Afif Domingos, esse retrato do empreendedorismo feminino resulta principalmente da necessidade da mulher de conciliar a maternidade com a vida profissional. Em alguns Estados como o Ceará, o empreendedorismo feminino supera o masculino. Na reunião em que participou sexta-feira no Sebrae em Florianópolis, Afif contou que sua nora, que é arquiteta, é uma dessas empreendedoras que trabalham em casa para ficar com o filho. 

Uma nova franquia


Há negócios de mães empreendedoras que ganham robustez no mercado. O Sebrae informa o exemplo das jovens irmãs e mamães Melissa e Fernanda Galvão, de Brasília. Elas perceberam que faltava na cidade um espaço que comportasse recreação para crianças, um escritório para mães trabalharem, salão de beleza, livros e café. Por isso criaram a Mãedoteca PicNic, um espaço para atender essas demandas. A primeira unidade foi aberta em setembro, as mães aprovaram e há pedidos para franquias em outras cidades do país. 

Continua após a publicidade

Leia também: 

Viviane Bevilacqua: Beijo mãe, minha parceira que não cansa de aprender

Continua após a publicidade

Roberta Dalsenter: delícias para preparar no Dia das Mães

10 dicas de lugares para comemorar o Dia das Mães e economizar até 50% com o Clube NSC