Não elevar impostos e mais logística: veja promessas de candidatos ao governo de SC para a indústria

Fiesc repetiu uma mobilização que faz desde a eleição de 2002, de buscar a promessa de não elevação da carga tributária

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Nas fotos em sequência, Jorginho Mello, Ralf Zimmer e João Rodrigues assinando o compromisso de não elevar a carga tributária estadual (Fotos: Filipe Scotti)

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) realizou nesta sexta-feira (18) a tradicional reunião em que recebe candidatos ao governo do estado e apresenta um pleito que também se tornou tradicional: solicitar aos candidatos a assinatura de compromisso de não elevar a carga tributária. Em horários diferentes na manhã, os candidatos Jorginho Mello, Ralf Zimmer e João Rodrigues, em ordem de sorteio, participaram da reunião da diretoria da entidade e assinaram o compromisso.

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O presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, afirmou que o não aumento da carga tributária estadual é um compromisso inegociável para a indústria. A Fiesc cobra isso nas eleições ao governo estadual desde 2002, quando os candidatos daquele pleito assinaram esse compromisso.  

A gestão fiscal responsável e previsível é condição indispensável para preservar um ambiente de negócios competitivo e atrativo no nosso estado. Também entregamos aos candidatos 89 propostas prioritárias divididas em dez áreas. São medidas voltadas a ampliar a produtividade, estimular a inovação, fortalecer a segurança jurídica e melhorar a qualidade de vida da população”, explicou Seleme.

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Além da cobrança para não elevar a carga tributária estadual, os candidatos receberam a Carta da Indústria. É um trabalho que reúne 88 sugestões para investimentos, ou melhorias de serviços para ter um estado mais eficiente e, assim, colaborar mais para impulsionar as atividades econômicas do estado.

Essa série de sugestões foi concentrada em 10 áreas. A lista inclui incentivo ao desenvolvimento econômico, inovação, educação, saúde, trabalhista, meio ambiente, logística e infraestrutura, segurança pública, comércio exterior e setores produtivos.

“A nossa indústria é muito competitiva. Nós temos indústria altamente tecnológica, com inovação, mas falta muita coisa, principalmente na infraestrutura. E com a reforma tributária também vai mudar muita coisa. Então, a Fiesp está pronta para apoiar o governo a tomar decisões certas para o desenvolvimento. Porque onde tem indústria, tem desenvolvimento, e onde tem desenvolvimento, tem qualidade de vida”, disse o presidente da Fiesc.  

Candidatos falam de propostas

Além de assinar a carta prometendo não elevar impostos, cada candidato teve espaço para falar de propostas por 20 minutos e mais 10 minutos para responder a duas perguntas do presidente da Fiesc, que foram iguais para todos os três candidatos.

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Jorginho Mello disse que para o estado manter a liderança como o mais competitivo do Brasil segundo o ranking do CLP conquistado no ano passado terá que ser atrativo pela infraestrutura – de transporte, de conectividade e de energia -, qualidade de vida e segurança. Ressaltou que a Via Mar é um projeto do seu governo para ser opção de viagem pelo litoral e defendeu mais investimentos privados em logística.

Ralf Zimmer, segundo a se apresentar, afirmou que a logística deve ser prioridade para ser diferencial competitivo diante da entrada em vigor da reforma tributária. Ele defendeu uma ampla reforma administrativa para que Santa Catarina possa fazer frente à perda de arrecadação prevista com a reforma tributária. Ainda sobre logística, Zimmer disse que não pretende passar para a gestão privada estradas estaduais.

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João Rodrigues, que pelo sorteio foi o último a se apresentar, disse que infraestrutura é essencial para que Santa Catarina siga um estado competitivo com o fim dos incentivos fiscais. Ele afirmou que, independente de quem vencer o pleito para presidente da República, vai dialogar em favor do estado. Um dos pleitos será reduzir o valor mensal de dívida que o estado paga à União. Ele também prometeu construir 10 hospitais estaduais e lançar programa para casa própria.

*Com informações da Fiesc