“Nosso polo de calçados exporta 10% da produção”

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O setor calçadista de São João Batista, destaque em moda feminina, realiza de quarta a sexta-feira desta semana, no Infinity Blue Resort, em Balneário Camboriú, a 26ª edição da SC Trade Show. A mostra apresentará lançamentos mais de cem marcas de 43 empresas para o próximo verão. São esperados mil compradores do Brasil e exterior e a meta é vender 10% mais, estima o presidente do sindicato das empresas do setor, Almir Manoel dos Santos. 

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Quais as razões do sucesso da SC Trade Show?
É um evento consolidado, mas esta edição superou as expectativas. São João Batista se tornou um polo referencial de moda em calçados femininos com preços competitivos. Esta é a primeira feira do Brasil para vender o verão 2018-2019 e muitos lojistas querem ver o que vai acontecer na temporada. 

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Como estão as expectativas de vendas?
Nossa expectativa é vender 10% mais do que no verão anterior. A economia brasileira está melhorando um pouco. Os juros e a inflação estão baixos, o que favorece ao consumidor. A maior dificuldade é a venda no varejo. Como o verão é longo, estamos otimistas de que vai melhorar. Para a média do ano, nossa expectativa é manter o resultado do ano passado porque as vendas de calçados até abril foram muito ruins. 

Vocês estarão recebendo importadores na mostra. Como vão as exportações?
Em média, nosso polo de calçados exporta 10% da produção. Mas temos empresas que exportam até 80%. Os principais mercados são da América do Sul, América Central, Paquistão, Rússia, Estados Unidos e Filipinas. Acho que exportamos para mais de 50 países. 

O que dificulta exportar mais?
Precisamos de incentivos do setor público. A feira, agora, está trazendo 10 importadores (da Argentina, Bolívia e Paquistão). Gostaríamos de trazer muito mais se tivéssemos apoio do poder público. Nós estamos custeando com passagem e estadia tanto importadores quanto os principais lojistas do Brasil. 

O setor está conseguindo investir em tecnologia?
Vou falar a verdade. De 2015 para cá ninguém está investindo mais nada. A crise se estendeu muito e as empresas se descapitalizaram. Hoje, o empresário que consegue pagar suas contas ergue as mãos para o céu.