Número de pequenas indústrias cresce 3,2% ao ano em Santa Catarina

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Uma das razões pelas quais Santa Catarina apresenta a menor taxa de desemprego entre os Estados brasileiros é o dinamismo das micro e pequenas indústrias, que têm impacto econômico e social acima da média nacional. Levantamento feito pelo observatório da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) apurou que o número de empresas desse segmento subiu de 41 mil em 2010 para 49 mil em 2016, o que significa um crescimento médio anual de 3,2% e de 19,5% em seis anos. A pesquisa também apontou que esse segmento responde por 98% das indústrias do Estado com até 99 empregados e oferece mais de 350 mil vagas, o que significa 52% dos postos de trabalho formais do setor, enquanto a média nacional desse segmento é 46% do total. 

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Ainda sobre empregos, essas pequenas empresas encerraram 2017 com um saldo positivo de 10 mil novas vagas em SC e, nos cinco primeiros meses deste ano, quase repetiram esse saldo. Criaram mais 9.136 novos postos de trabalho. Enquanto isso, no ano passado, as grandes e médias indústrias catarinenses abriram 4 mil novas vagas. 

Outro dado positivo é o avanço das exportações. De 2010 a 2017 as micro e pequenas indústrias do Estado ampliaram o volume exportado em 3,4% ao ano enquanto as grandes cresceram 1,4% ao ano no período e as médias, 0,3%. Apesar disso, as pequenas têm que se empenhar mais para crescer lá fora porque respondem apenas por 2,4% do total faturado pelo Estado com vendas externas. São apenas 1.451 que atuam no exterior e quase 50% das vendas são para a América do Sul, especialmente para países como Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile.

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Na avaliação do presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, um dos desafios das micro e pequenas indústrias do Estado é atuar no mercado externo. 

– Buscar novos mercados e internacionalizar vendas é fundamental para que empresas de menor dimensão possam se desenvolver de forma sustentável – afirma Côrte. 

Essas empresas também necessitam de políticas de apoio como acesso a financiamento, fomento à produção e à inovação, alerta a Fiesc. 

 

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