O difícil desafio catarinense de exportar serviços de TI

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Com a Capital, Florianópolis, considerada o Vale do Silício do Brasil em função da força do ecossistema de tecnologia da informação (TI) e outras cidades que também se destacam no setor, o desafio de Santa Catarina é ampliar as exportações de serviços e softwares na área de tecnologia. A contabilidade dessas vendas externas pelo Ministério da Economia, por serem de um serviço específico, demoram bem mais do que os dados da balança comercial.

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Os últimos números finalizados ainda pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (nome anterior da pasta), são os de 2017. Naquele ano, o Estado exportou US$ 16,966 milhões em serviços de tecnologia da informação e comunicação, valor 3,89% inferior ao obtido no ano anterior, quando vendeu lá fora US$ 17,653 milhões. 

Este desempenho é baixo diante dos negócios do Brasil. Em 2017, Santa Catarina liderou no serviço de projetos de circuitos integrados, respondendo por 100% do total do país e um faturamento de US$ 369 mil. Outro destaque no mesmo ano foi em serviços de hospedagem de sítios na rede mundial de computadores, com 31,22% do total do país e receita de US$ 73.958.

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Em outros serviços, o Estado responde por 3% das exportações e na maioria, por menos de 1% do total vendido além fronteiras. Na lista estão serviços de consultoria em tecnologia da informação, serviços de suporte em TI, projetos, desenvolvimentos e instalação de aplicativos personalizados, gerenciamento de infraestrutura de TI e desenvolvimento de estruturas e conteúdos de páginas eletrônicas. Os principais destinos são os Estados Unidos, Alemanha, Hong Kong, México, Austrália e Emirados Árabes Unidos, entre outros.  

Um dos planos do governador Carlos Moisés é ampliar as exportações de software e serviços de TI porque é um setor que gera empregos de qualidade. Mas empresários do setor que atuam no exterior alertam que falta incentivos para ser internacional porque a tributação nacional ainda é elevada, especialmente para trazer de volta a renda da venda do software lá fora. É muito mais vantagem ter filiais no exterior e faturar por lá do que trazer a receita de volta ao país. É preciso uma reforma tributária para atender melhor esse setor, abrindo mais as fronteiras.