“O fator mais difícil de superar é a falta de confiança nos negócios internacionais”, diz Maitê, da Fiesc

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Especialista fala sobre efeitos da crise do coronavírus na economia Foto:Fiesc, Divulgação

Desde o avanço do coronavírus pelo mundo, os negócios internacionais estão sofrendo, as bolsas caindo e o dólar sobe em países emergentes. A presidente da Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Maria Teresa Bustamante, a Maitê, afirma que a instabilidade cambial tem efeitos negativos para os negócios internacionais.

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– No meu entendimento, o fator mais difícil de superar é a falta de confiança assumida pelos negócios internacionais diante da instabilidade apresentada, a redução significativa de fluxo no fornecimento de insumos e o impacto inevitável na redução do comércio mundial. Também pesam as tensões mantidas entre Estados Unidos e China, o Brexiit e a lentidão da retomada do crescimento interno – observa a economista, que tem larga experiência em negócios internacionais.

Segundo ela, se de um lado parece que o dólar alto favorece exportações, na prática não é bem assim. Isso porque os clientes no exterior solicitam desconto nos preços, especialmente quando os picos que vêm acontecendo se repetem com certa continuidade como tem ocorrido nos últimos dias.

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Além disso, há um impacto muito forte nas importações pela escassez que já se sente de insumos, embora vários setores estejam manifestando o uso de estoques, nos pagamentos de fretes, de uma forma macro. Esse problema afeta diretamente os processos negociais porque não há como encontrar um ponto de equilíbrio, evitando assim o fechamento de negócios com maior prazo.

Na avaliação de Maitê, o coronavírus é a variável desconhecida, que alterou as expectativas de retomada de crescimento da economia mundial após uma leve calmaria pela trégua da guerra comercial entre EUA e China. Ela avalia que o turismo, inicialmente, é o setor econômico mais afetado.

No meio de tudo isso, ela vê como ponto positivo o fato de haver uma certa moderação pairando no cenário de analistas internacionais quanto ao grau de profundidade das consequências. Há a expectativa de que a China, a partir do momento que verificar que o vírus está sob controle, retome com injeção de dinamismo sua economia. Isso mostra que ainda há um compasso de espera mundial sobre os efeitos dessa incerteza. Qual será a amplitude desses impactos? Para Maitê Bustamante, o cenário estará mais claro somente no segundo semestre.