O que o Brasil e SC podem esperar e cobrar do presidente Lula em seu quarto mandato

Setor privado vê desafios de Lula para ajustar as contas e seguir investindo

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O presidente Luíz Inácio Lula da Silva foi reeleito para o quarto mandato (Foto: Divulgação)

Os brasileiros decidiram neste domingo que o país será novamente liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos quatro anos. Para os brasileiros, na área econômica, o grande desafio da nova gestão presidencial será buscar um ajuste das contas públicas para que, com maior equilíbrio, seja possível reduzir os juros básicos que hoje travam o crescimento do país. Para os catarinenses, além de melhorar as condições da economia nacional, o novo governo de Lula necessita dar mais atenção principalmente para investimentos em rodovias federais, em especial destravar a BR-101.

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O Brasil vai encerrar o ano de 2026 com dívida pública de quase 83% do Produto Interno Bruto (PIB), um crescimento de 10 pontos porcentuais no atual governo. A nova gestão precisa focar em ajuste fiscal para que seja reduzida a pressão inflacionária e a taxa de juros caia. Assim, empresas e famílias poderão reduzir dívidas atuais e retomar negócios e consumo.

Os juros altos no Brasil visam reduzir a inflação que tem causas diversas: pressão internacional das guerras que elevam os preços dos combustíveis, problemas climáticos e os elevados gastos do governo que ampliam a demanda e isso gera inflação quando a oferta é insuficiente.

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O presidente Lula, durante a campanha para reeleição, informou no seu plano de governo que fará ajustes dentro do arcabouço fiscal. A equipe econômica dele incluiu no plano a meta de superávit primário de 1,3% do PIB para ser alcançada até em 2030.

Isso indica um ajuste lento e gradual das contas, enquanto o mercado financeiro e o setor empresarial brasileiro gostariam de mudança mais rápida.

Impactos dos juros altos

A alta taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, está impactando negativamente diversos setores econômicos. Ao limitar o poder de compra dos consumidores, está travando as vendas do comércio e da indústria. Além disso, essa taxa elevada também está limitando os investimentos e as vendas de imóveis, que são bens de maior valor.

No Brasil, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) deste mês de outubro, 81,7% das famílias brasileiras têm dívidas e dessas, 12,5% estão com débitos em atraso sem condições de pagar. A Serasa Experian apurou em setembro que o país tem 9,3 milhões de empresas inadimplentes, 14,3% mais do que no mesmo mês de 2025.

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Os números da CNC e Serasa indicam a urgência de o governo federal dar uma atenção maior para a situação real das famílias e empresas. Mas, ao mesmo tempo, o novo governo terá que cumprir promessas e leis aprovadas na última hora para conseguir mais votos na eleição deste domingo.

Nessa lista, estão o reajuste do Bolsa Família, perdão da dívida dos MEIs que soma R$ 12,6 bilhões, manutenção da política de remuneração do salário-mínimo acima da variação da inflação, fim da escala 6X1 e passagem de graça aos domingos.

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Demandas de Santa Catarina

Apesar de ter uma das economias mais dinâmicas do Brasil, Santa Catarina faz parte do país sua economia necessita muito de uma macroeconomia melhor para investir, produzir e vender para os mercados interno e externo.

Além disso, o estado enfrenta uma situação de “Emergência” no sistema rodoviário, que é a BR-101 Norte travada, saturada em trecho entre Tijucas e Penha, podendo ser considerada essa situação crítica até Joinville.

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Então, independentemente de o governo do estado ser do partido oposto ao do governo federal, seria importante uma aproximação, um consenso, para uma solução urgente. Outras rodovias de SC também necessitam de solução. É preciso considerar que vale a pena investir em um estado com economia forte, porque ele vai produzir mais e elevar a arrecadação tributária, beneficiando todo o país.