Oferta de alimentos será normal apesar do coronavírus, prevê Faesc

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Produção de carne segue em alta no Estado Foto: Cristiano Estrela, Banco de Dados NSC

Uma das preocupações nesta fase do novo coronavírus no Estado, que pode evoluir para possível maior restrição de atividades, é com a oferta de alimentos. Depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu para os americanos evitarem comprar muito, vale informar que aqui a oferta seguirá normal.

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Eu conversei sobre isso com o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc), José Zeferino Pedrozo, com o vice-presidente da entidade, Enori Barbieri, e também com supermercados. Todos estão confiantes de que não haverá problema.

O presidente da Faesc, disse que o Brasil e Santa Catarina têm alta e contínua produção de alimentos e nenhum obstáculo para esses produtos chegarem aos supermercados. Assim, o abastecimento seguirá normal e não faltará produtos se os consumidores não fizerem compras exageradas.

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Pedrozo observa que a situação atual, em função do coronavírus, é diferente daquela enfrentada na greve dos caminhoneiros, em 2018, quando houve suspensão de tráfego e de entrega de produtos.

O vice-presidente da Faesc, Enori Barbieiri, também reforçou essa diferença frente a greve dos caminhoneiros, quando caminhões não puderam trafegar e entregar produtos.

Enori reforçou a característica de Santa Catarina: é um Estado altamente produtor de alimentos em todas as regiões, tem cidades pequenas e muitas lojas de supermercados.

Nos supermercados

As lojas registraram um fluxo maior de consumidores no final de semana, mas o abastecimento foi normal. Uma empresa informou que muitas pessoas da terceira idade e principalmente, familiares de pessoas da terceira idade foram aos supermercados antecipar compras. Isso porque é um grupo mais vulnerável ao vírus, e que está evitando sair de casa.

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A Acats, Associação Catarinense de Supermercados não fez um balanço ainda sobre o tamanho dessas compras maiores no final de semana, mas um assessor informou que a expectativa não é de falta de produtos.

A Acats também divulgou um comunicado informando que está seguindo as normas dos órgãos de saúde do Brasil na prevenção ao coronavírus.

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Impactos na indústria

No setor industrial catarinense, por enquanto, o que mudou em relação ao coronavírus é que as empresas estão evitando viagens, eventos com muita gente e restringindo a entrada de pessoas estranhas nos seus ambientes.

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As agroindústrias de carnes seguem com atividades normais, não tiveram nenhum contrato de exportação cancelado. Pode ter tido algum atraso de embarque para a China, mas que será recuperado.