O Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina alcançou crescimento acumulado de 3,3% no período de 12 meses encerrado em junho deste ano, mostra estimativa da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan). Essa projeção indica que a economia catarinense superou em 1,4 ponto porcentual a média nacional que teve alta acumulada de 1.9% no mesmo período, como apurou o IBGE no cálculo oficial do PIB nacional.
Os principais setores da economia catarinense tiveram alta nesse período de quatro trimestres frente a mesmo período anterior, mostra o estudo liderado pelo economista Paulo Zoldan, da Seplan. No cálculo, não é considerada a arrecadação tributária.
Os serviços tiveram crescimento estimado de 4,5% no período anualizado até junho. A pesquisa mensal do IBGE mostra que o setor cresceu 1,5% em volume no acumulado dos últimos 12 meses. Mas incluindo outros serviços considerados para a estimativa do PIB, o setor cresceu mais em SC.
O comércio varejista ampliado alcançou expansão de 3,1% no período, acima da média nacional que ficou em 0.8%, conforme apuração do IBGE.
A indústria catarinense foi impactada pela desaceleração de atividades. O setor de transformação, segundo o cálculo do IBGE, teve uma queda de 0,6% no período de 12 meses. Mas considerando outros setores, ela teve Valor Adicionado Bruto (VAB) de 0,7% em 12 meses até junho.
A agropecuária também perdeu o ritmo em Santa Catarina nos últimos 12 meses. Teve crescimento estimado de 3,6% até junho, bem abaixo os 12,9% alcançados em 2025. O volume de produção agrícola teve alta de 2,9%, com crescimento nas principais culturas.
Entre os desempenhos da economia que ajudaram a impulsionar o crescimento estão a baixa taxa de desemprego, de 2,1% em junho, menor da série histórica do país, e o crescimento das exportações.
“Os resultados dos 12 meses encerrados em junho de 2026 permitem caracterizar o atual momento da economia catarinense como uma desaceleração com mudança de composição. A economia estadual também sente os efeitos da conjuntura nacional, mas apresenta maior capacidade de absorção dos choques”, analisa Arão Josino, secretário de estado de Planejamento.
Diversos dados indicam que, apesar das dificuldades maiores da economia brasileira em função dos juros altos, a economia de SC segue crescendo. Um deles é alta acumulada de 9,4% da Receita Corrente Líquida do estado nos últimos 12 meses.
“Parte dessa resiliência está associada à diversificação da estrutura produtiva: a força do agronegócio, a elevada formalização do mercado de trabalho, a capacidade exportadora e a presença de um setor de serviços diversificado e sofisticado ajudam a compensar parcialmente a menor contribuição da indústria”, afirma o economista Paulo Zoldan.
