Plataforma de investimentos do Espírito Santo com filial em SC afasta CEO e revela dívida de quase R$ 1 bilhão

A crise na Apex Partners começou a ser revelada nesta quinta-feira (06) com o afastamento do CEO por “inconsistências financeiras”

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Sede da Apex Partners em Vitória, capital do Espírito Santo. A empresa revelou dívida e apura situação que preocupa o mercado (Foto: Ricardo Medeiros, Rede Gazeta)

A plataforma de investimentos Apex Partners, com sede no Espírito Santo e filiais em outros estados, incluindo Santa Catarina, informou quinta-feira (06) que uma apuração interna apontou “inconsistências financeiras”. Desde a revelação do problema, o CEO Fernando Cinelli e o diretor financeiro Eduardo Siqueira foram afastados, a empresa reconheceu dívida de quase R$ 1 bilhão e solicitou liminar na Justiça em favor das empresas que a compõem, informou o G1 do Espírito Santo.

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O cargo de CEO interino foi assumido por Marcelo Murad, um sócio sênior da empresa. O pedido na Justiça é para dar um tempo para a contratação de uma auditoria independente para apurar a origem da dívida e inconsistências.

O colunista da Rede Gazeta do ES, Abdo Filho, informou que existia uma insatisfação com a gestão de Cinelli, mas a investigação foi motivada porque um fundo da Apex Partners adquiriu 15,5% das ações da CVC. Essas ações tiveram queda de quase 40% em seis meses, o que desequilibrou as finanças da Apex, dificultando o retorno a investidores.

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A liminar concedida por juiz do ES suspende execuções para proteger o patrimônio de 178 empresas envolvidas frente a uma dívida estimada em R$ 975 milhões.

Ainda segundo o G1, o magistrado determinou que as empresas apresentem, em até 30 dias, o pedido de recuperação judicial, sob pena de perda imediata da eficácia da medida cautelar.

Além disso, foi nomeada uma administradora judicial para realizar uma perícia técnica e verificar as condições operacionais do conglomerado. Esse prazo é de 20 dias. O objetivo seria assegurar a continuidade das atividades econômicas da plataforma e evitar o esgotamento de ativos antes de uma recuperação judicial.